quarta-feira, 15 de abril de 2026

Amar a Deus

Tenho prazer em fazer a tua vontade, ó meu Deus; a tua lei está no fundo do meu coração." - Salmos 40:8 (NVI)

MEDITANDO NA MENSAGEM

Este salmo foi escrito por Davi em um momento de gratidão profunda, após experimentar o livramento divino. O contexto revela um homem que passou por grandes dificuldades e reconhece que sua única segurança está na vontade de Deus. A expressão "tenho prazer" não sugere uma obediência forçada, mas uma alegria genuína em alinhar-se com os propósitos divinos.

Existe uma diferença abissal entre obedecer por obrigação e obedecer por prazer. Muitos homens vivem a vida cristã como se fosse uma lista de tarefas pesadas, cumprindo deveres religiosos sem experimentar a doçura da comunhão com Deus. Mas Davi descobriu algo revolucionário: quando a lei de Deus está gravada no coração, a obediência não é mais um fardo externo, mas uma expressão natural do amor. É como a diferença entre trabalhar por salário e trabalhar por paixão - ambos envolvem esforço, mas apenas um traz satisfação profunda.

A transformação acontece quando paramos de ver Deus como um chefe rígido e passamos a conhecê-lo como Pai amoroso. Suas orientações não são armadilhas para nos limitar, mas caminhos para nos libertar. Quando internalizamos essa verdade, obedecer se torna prazeroso porque confiamos que Ele sempre quer o melhor para nós. Hoje, você pode experimentar essa mesma alegria ao escolher alinhar suas decisões com a vontade divina, sabendo que cada "sim" para Deus é um "sim" para a vida abundante

quinta-feira, 26 de março de 2026

A serpente no deserto. Jesus Cristo

Números 21

7 Pelo que o povo veio a Moisés, e disse: Havemos pecado, porquanto temos falado contra o Senhor e contra ti; ora ao Senhor que tire de nós estas serpentes. Então Moisés orou pelo povo.
8 E disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste: e será que viverá todo o mordido que olhar para ela.
9 E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal, e ficava vivo.

https://bibliaccb.com.br/livro/num/21?v=

Jesus Cristo 
João 3

14 E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;
15 Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

https://bibliaccb.com.br/livro/joao/3?v=15

sábado, 21 de março de 2026

Deus tudo pode

Números 11

18 E dirás ao povo: Santificai-vos para amanhã, e comereis carne: porquanto chorastes aos ouvidos do Senhor, dizendo: Quem nos dará carne a comer, pois bem nos ia no Egito? Pelo que o Senhor vos dará carne, e comereis:
19 Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco dias, nem dez dias, nem vinte dias:
20 Mas um mês inteiro, até vos sair pelos narizes, até que vos enfastieis dela porquanto rejeitastes ao Senhor, que está no meio de vós, e chorastes diante dele dizendo: Por que saímos do Egito?
21 E disse Moisés: Seiscentos mil homens de pé é este povo, no meio do qual estou: e tu tens dito: Dar-lhes-ei carne, e comerão um mês inteiro.
22 Degolar-se-ão para eles ovelhas e vacas, que lhes bastem? ou ajuntar-se-ão para eles todos os peixes do mar, que lhes bastem?
23 Porém o Senhor disse a Moisés: Seria pois encurtada a mão do Senhor? agora verás se a minha palavra te acontecerá ou não.

https://bibliaccb.com.br/livro/num/11?v=23

Obediência

O CARÁTER TRANSITÓRIO DA LEI

Um dos grandes desafios da leitura bíblica é compreender corretamente a relação entre o Antigo e o Novo Testamento. Muitos conflitos doutrinários surgem não por negação das Escrituras, mas por uma leitura que ignora o progresso da revelação. A lei ocupa um lugar fundamental nesse debate, especialmente quando se trata de entender sua função, seus limites e, sobretudo, sua duração.

O Novo Testamento é claro ao afirmar que a lei não foi concebida como uma estrutura permanente. Ela cumpriu um papel determinado dentro do plano redentor de Deus e, uma vez alcançado esse propósito, cedeu lugar à revelação plena da graça em Cristo.

A Lei

O CARÁTER TRANSITÓRIO DA LEI

Um dos grandes desafios da leitura bíblica é compreender corretamente a relação entre o Antigo e o Novo Testamento. Muitos conflitos doutrinários surgem não por negação das Escrituras, mas por uma leitura que ignora o progresso da revelação. A lei ocupa um lugar fundamental nesse debate, especialmente quando se trata de entender sua função, seus limites e, sobretudo, sua duração.

O Novo Testamento é claro ao afirmar que a lei não foi concebida como uma estrutura permanente. Ela cumpriu um papel determinado dentro do plano redentor de Deus e, uma vez alcançado esse propósito, cedeu lugar à revelação plena da graça em Cristo.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

O crente e a santificação

4) No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11). (a) Não
devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm
12.2 nota), não amar o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniquidade do
mundo (ver Hb 1.9 nota), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo
(Cl 1.13; Gl 1.4). (b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com Deus
e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo
(Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4 nota). Amar o mundo significa estar em estreita
comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres.
Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele (ver
Lc 23.35 nota). Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos;
Deus não
proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc.
(5) De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente
hostis a Deus: (a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a
busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14).
(b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado
por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar
para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui
o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e
imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21;
2 Sm 11.2; Mt 5.28). (c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância,
orgulho e independência autossuficiente, que não reconhece Deus como Senhor,
nem a sua Palavra
como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si
mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).
(6) O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema
iníquo do mundo (ver Mt 9.11 nota; 2Co 6.14 nota) deve reprovar abertamente o
pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11 nota), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt
5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para Cristo (Mc 16.15;
Jd 22,23).
(7) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo
15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21).
Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a
vida de Deus dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8).
(8) O sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2.34,35, 44;
2Ts 1.7-10; 1Co 7.31; 2Pe 3.10 nota; Ap 18.2)

Santificação

1Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito,
para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam
multiplicadas”.
Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do
mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com Deus e
servi-lo com alegria (ver também o estudo A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE).
(1) Além do termo “santificar” (cf. 1Ts 5.23), o padrão bíblico da santificação é
expresso em termos tais como “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração,
e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37), “irrepreensíveis em
santidade” (1Ts 3.13), “aperfeiçoando a santificação” (2Co 7.1), “a caridade de um
coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5),
“sinceros e sem escândalo algum” (Fp 1.10), “libertados do pecado” (Rm 6.18),
“mortos para o pecado” (Rm 6.2), “para servirem à justiça para santificação” (Rm
6.19), “guardamos os seus mandamentos” (1Jo 3.22) e “vence o mundo” (1Jo 5.4).
Tais termos descrevem a operação do Espírito Santo mediante a salvação em
Cristo, pela qual Ele nos liberta da escravidão e do poder do pecado (Rm 6.1-14),
nos separa das práticas pecaminosas deste mundo atual, renova a nossa natureza
segundo a imagem de Cristo, produz em nós o fruto do Espírito e nos capacita a
viver uma vida santa e vitoriosa de dedicação a Deus (Jo
17.15-19,23; Rm 6.5, 13, 16, 19; 12.1; Gl 5.16, 22,23; ver 2Co 5.17 nota).
(2) Esses termos não subentendem uma perfeição absoluta, mas a retidão moral
de um caráter imaculado, demonstrada na pureza do crente diante de Deus, na
obediência à sua lei e na inculpabilidade desse crente diante do mundo (Fp 2.14,15;
Cl 1.22; 1Ts 2.10; cf. Lc 1.6). O cristão, pela graça que Deus lhe deu, morreu com
Cristo e foi liberto do poder e domínio do pecado (Rm 6.18); por isso, não precisa
nem deve pecar, e sim obter a necessária vitória no seu Salvador, Jesus Cristo.
Mediante o Espírito Santo, temos a capacidade para não pecar (1Jo 3.6), embora
nunca cheguemos à condição de estarmos livres da tentação e da possibilidade do
pecado.
(3) A santificação no AT foi a vontade manifesta de Deus para os israelitas; eles
tinham o dever de levar uma vida santificada, separada da maneira de viver dos
povos à sua volta (ver Êx 19.6 nota; Lv 11.44 nota; 19.2 nota; 2Cr 29.5 nota). De
igual modo a santificação é um requisito para todo crente em Cristo. As Escrituras
declaram que sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).
(4) Os filhos de Deus são santificados mediante a fé (At 26.18), pela união com
Cristo na sua morte e ressurreição (Jo 15.4-10; Rm 6.1-11; 1 Co 130), pelo sangue
de Cristo (1Jo 1.7-9), pela Palavra (Jo 17.17) e pelo poder regenerador e santificador