sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Idolatria!!!!!!

1Sm 12.20,21 “Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos
desvieis de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR com todo o vosso coração. E
não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco
vos livrarão, porque vaidades são.”
A idolatria é um pecado que o povo de Deus, através da sua história no AT,
cometia repetidamente. O primeiro caso registrado ocorreu na família de Jacó
(Israel). Pouco antes de chegar a Betel, Jacó ordenou a remoção de imagens de
deuses estranhos (Gn 35.1-4). O primeiro caso registrado na Bíblia em que Israel,
de modo global, envolveu-se com idolatria foi na adoração do bezerro de ouro,
enquanto Moisés estava no monte Sinai (Êx 32.1-6). Durante o período dos juízes,
o povo de Deus frequentemente se voltava para os ídolos. Embora não haja
evidência de idolatria nos tempos de Saul ou de Davi, o final do reinado de Salomão
foi marcado por frequente idolatria em Israel (1Rs 11.1-10). Na história do reino
dividido, todos os reis do Reino do Norte (Israel) foram idólatras, bem como muitos
dos reis do Reino do Sul (Judá). Somente depois do exílio, é que cessou o culto
idólatra entre os judeus.
O FASCÍNIO DA IDOLATRIA. Por que a idolatria era tão fascinante aos
israelitas? Há vários fatores implícitos. (1) As nações pagãs que circundavam Israel
criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus.
Noutras palavras: quanto mais deuses, melhor. O povo de Deus sofria influência
dessas nações e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento
de Deus, no sentido de se manter santo e separado delas.
(2) Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de
obediência que o Deus de Israel requeria. Por exemplo, muitas das religiões pagãs
incluíam imoralidade sexual religiosa no seu culto, tendo para isso prostitutas
cultuais. Essa prática, sem dúvida, atraía muitos em Israel. Deus, por sua vez,
requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua lei, sem o
que, não haveria comunhão com Ele.
(3) Por causa do elemento demoníaco da idolatria (ver a próxima seção),
ela, às vezes, oferecia, em bases limitadas, benefícios materiais e físicos
e coisas semelhantes (cf. 2Rs 21.3-6; Is 8.19; ver Dt 18.9-11 notas; Ap 9.21 nota).
Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto
aos demônios. Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira de Endor que fizesse
subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra,
representando Samuel (28.8-14), i.e., ela viu um demônio subindo do inferno.
(4) O NT declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5). A conexão
é óbvia: pois os demônios são capazes de proporcionar benefícios materiais. Uma
pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em
obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para
tais pessoas aquilo que desejam. Embora tais pessoas talvez não adorem ídolos de
madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça
e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras. Dessa maneira, a declaração
de Jesus: “Não podeis servir a Deus e a Mamom [as riquezas]” (Mt 6.24), é
basicamente a mesma que a admoestação de Paulo: “Não podeis beber o cálice do
Senhor e o cálice dos demônios” (1Co 10.21).
DEUS NÃO TOLERARÁ NENHUMA FORMA DE IDOLATRIA.
(1) Ele advertia frequentemente contra ela no AT. (a) Nos dez
mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à
adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel (ver Êx 20.3,4
notas). (b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões (e.g., Êx 23.13, 24;
34.14-17; Dt 4.23,24; 6.14; Js 23.7; Jz 6.10; 2Rs 17.35,37,38). (c) Vinculada à
proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e
quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã (Êx 23.24; 34.13; Dt 7.4,5;
12.2,3).
(2) A história dos israelitas foi, em grande parte, a história da idolatria.
Deus muito se irou com o seu povo por não destruir todos os ídolos na Terra
Prometida. Ao contrário, passou a adorar os falsos deuses. Daí, Deus castigar os
israelitas, permitindo que seus inimigos tivessem domínio sobre eles. (a) O livro de
Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas
começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar.
Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o
Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo. (b) A idolatria no Reino do
Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência

Anjos

ANJOS. A palavra “anjo” (hb. malak; gr. angelos) significa “mensageiro”. Os
anjos são mensageiros ou servidores celestiais de Deus (Hb 1.13,14), criados por
Deus antes de existir a terra (Jó 38.4-7; Sl 148.2,5; Cl 1.16).
(1) A Bíblia fala em anjos bons e em anjos maus, embora ressalte que todos
os anjos foram originalmente criados bons e santos (Gn 1.31). Tendo livre-arbítrio,
numerosos anjos participaram da rebelião de Satanás (Ez 28.12-17; 2Pe 2.4; Jd 1.6;
Ap 12.9; ver Mt 4.10 nota) e abandonaram o seu estado original de graça como
servos de Deus, e assim perderam o direito à sua posição celestial (ver o estudo
PODER SOBRE SATANÁS E OS DEMÔNIOS.
(2) A Bíblia fala numa vasta hoste de anjos bons (1Rs 22.19; Sl 68.17; 148.2;
Dn 7.9-10; Ap 5.11), embora os nomes de apenas dois sejam registrados nas
Escrituras: Miguel (Dn 12.1; Jd 1.9; Ap 12.7) e Gabriel (Dn 9.21; Lc 1.19,26). Segundo
parece, os anjos estão divididos em diferentes categorias: Miguel é chamado de
arcanjo (lit.: “anjo principal”, Jd 9; 1 Ts 4.16); há serafins (Is 6.2), querubins (Ez 10.1-
3), anjos com autoridade e domínio (Ef 3.10; Cl 1.16) e as miríades de espíritos
ministradores angelicais (Hb 1.13,14; Ap 5.11).
(3) Como seres espirituais, os anjos bons louvam a Deus (Hb 1.6; Ap 5.11;
7.11), cumprem a sua vontade (Nm 22.22; Sl 103.20), vêem a sua face (Mt 18.10),
estão em submissão a Cristo (1Pe 3.22), são superiores aos seres humanos (Hb
2.6,7) e habitam no céu (Mc 13.32; Gl 1.8). Não se casam (Mt 22.30), nunca
morrerão (Lc 20.34-36) e não devem ser adorados (Cl 2.18; Ap 19.9,10). Podem
aparecer em forma humana (geralmente como moços, sem asas, cf. Gn 18.2,16;
19.1; Hb 13.2). (3) A identidade do anjo do Senhor tem sido debatida, especialmente pelo
modo como ele frequentemente se dirige às pessoas. Note os seguintes fatos: (a)
em 2.1, o anjo do Senhor diz: Do Egito Eu vos fiz subir, e Eu vos trouxe à terra que
a vossos pais Eu tinha jurado, e Eu disse: Eu nunca invalidarei o meu concerto
convosco (o grifo dos pronomes foi acrescentado). Comparada esta passagem com
outras que descrevem o mesmo evento, verifica-se que eram atos do Senhor, o
Deus do concerto dos israelitas. Foi Ele quem jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó que
daria aos seus descendentes a terra de Canaã (Gn 13.14-17; 17.8; 26.2-4; 28.13);
Ele jurou que esse concerto seria eterno (Gn 17.7), Ele tirou os israelitas do Egito
(Êx 20.1,2) e Ele os levou à terra prometida (Js 1.1,2). (b) Quando o anjo do Senhor
apareceu a Josué, este prostrou-se e o adorou (Js 5.14). Essa atitude tem levado
muitos a crer que esse anjo era uma manifestação do próprio Senhor Deus; do
contrário, o anjo teria proibido Josué de adorá-lo (Ap 19.10; 22.8-9). (c) Ainda mais
explicitamente, o anjo do Senhor que apareceu a Moisés na sarça ardente disse,
em linguagem bem clara: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de
Isaque e o Deus de Jacó” (Êx 3.6; ver Gn 16.7 nota; Êx 3.2 nota).
(4) Porque o anjo do Senhor está tão estreitamente identificado com o
próprio Senhor, e porque ele apareceu em forma humana, alguns consideram que
ele era uma aparição do Cristo eterno, a segunda pessoa da Trindade, antes de
nascer da virgem Maria.