quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

A mensagem de Cristo as sete igrejas

Ap 1.19,20 “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas
hão de acontecer: O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos
sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete
castiçais, que viste, são as sete igrejas. ”
A mensagem de Cristo a sete igrejas locais existentes no oeste da Ásia Menor (ver
1.4 nota) é também para instrução, advertência e edificação dos crentes e igrejas
da presente era (cf. 2.7,11,17,19; 3.6,13,22).
O valor dessas mensagens para as igrejas de hoje vê-se nos pontos a seguir: (1) é
uma revelação do que Jesus ama e anela ver nas igrejas locais, mas também aquilo
que Ele repele e condena; (2) uma declaração clara da parte de Cristo, no tocante
(a) às consequências da desobediência e descuido espiritual, e (b) a recompensa da
vigilância espiritual e fidelidade a Cristo; (3) um padrão pelo qual toda igreja ou
indivíduo pode julgar sua verdadeira condição espiritual diante de Deus; e (4) um
exemplo dos métodos de Satanás para atacar a igreja ou o cristão individualmente
(ver também Jz 3.7 nota). Este estudo aborda cada um desses aspectos sob a forma
de perguntas e respostas.
(1) O que é que Cristo aprova? Cristo aprova a igreja que não tolera o ímpio no seu
meio, como parte dela (2.3); que averigua a vida, doutrina e declarações dos líderes
cristãos (2.2); que persevera na fé, no amor, no testemunho, no serviço e no
sofrimento da causa de Cristo (2.3, 10, 13, 19, 26); que abomina aquilo que Deus
abomina (2.6); que vence o pecado, Satanás e o mundo (2.7, 11, 17, 26; 3.5, 12, 21);
que não aceita conformar-se com a imoralidade do mundo nem com o
mundanismo na igreja (2.24; 3.4); e que guarda a Palavra de Deus (3.8, 10).
(2) Como Cristo recompensa as igrejas que perseveram e permanecem leais a Ele e
à sua Palavra? Ele recompensa tais igrejas (a) livrando-as do período da tribulação
que virá sobre o mundo inteiro (3.10), (b) concedendo-lhes seu amor, presença e
estreita comunhão (3.4, 21), e (c) abençoando-as com a vida eterna (2.10b).
(3) O que é que Cristo reprova? Cristo reprova a igreja que diminui sua profunda
devoção pessoal a Deus (2.4); que se desvia da fé bíblica; que tolera dirigentes,
mestres ou leigos imorais (2.14,15, 20); que se torna espiritualmente morta (3.1)
ou morna (3.15,16); e que substitui a verdadeira espiritualidade, i.e., a pureza, a
retidão e a sabedoria espiritual (3.18) por sucesso e recursos materiais (3.17).
(4) Como Cristo castiga as igrejas (cf. 3.19) que entram em declínio espiritual e que
toleram a imoralidade no seu meio? Ele as castiga mediante (a) a não renovação
do seu lugar no reino de Deus (2.5; 3.16), (b) a perda da presença de Deus, do poder
genuíno do Espírito Santo, da verdadeira mensagem bíblica de salvação e da
proteção dos seus membros contra a destruição por Satanás (2.5,16; 3.15-19; ver
Mt 13, notas a respeito do bem e do mal dentro do reino dos céus durante esta
era) e (c) seus líderes postos sob juízo divino (2.20-23).
(5) O que a mensagem de Cristo revela concernente à tendência natural das igrejas
à estagnação espiritual, declínio e apostasia? (a) As sete cartas sugerem que a
tendência das igrejas é acomodar-se no erro, aceitar falsos ensinos e adaptar-se
aos princípios anticristãos prevalecentes no mundo (ver Gl 5.17 nota). (b) Além
disso, observa-se que frequentemente homens e mulheres apóstatas, vis e infiéis
estragam as igrejas (2.2,14,15,20). Por essa razão, o progresso espiritual de uma
igreja nunca deve ser evocado como prova de que ela está dentro da vontade de
Deus, nem para se afirmar que anda na verdade e na doutrina do Senhor. O
evangelho, i.e., a mensagem original de Cristo e dos apóstolos, é a autoridade
suprema para avaliar o certo ou o errado nesse campo.
(6) Como podem as igrejas evitar a decadência espiritual e o consequente
julgamento por Cristo? Estas cartas revelam várias maneiras. (a) Primeira e mais
importante: todas as igrejas devem estar dispostas a “ouvir o que o Espírito diz às
igrejas” (2.7). A Palavra de Jesus Cristo sempre deve ser o guia da igreja (1.1-3, 11),
pois esta Palavra, conforme revelada aos apóstolos do NT mediante o Espírito
Santo, é o padrão segundo o qual as igrejas devem verificar suas crenças e
atividades e renovar a sua vida espiritual (2.7, 11, 17, 29; 3.6,13, 22). (b) As igrejas
devem continuamente examinar seu estado espiritual diante de Deus e, se for o
caso, corrigir seu erro de tolerância ao mundanismo e imoralidade entre os crentes
(2.4, 14, 15, 20; 3.1,2,14-18). (c) A frieza espiritual poderá ser extinguida em
qualquer igreja ou grupo de crentes, quando houver arrependimento sincero do
pecado e um retorno decidido ao primeiro amor, à verdade, pureza e poder da
revelação bíblica de Jesus Cristo (2.5-7,16,17; 3.1-3,15-22).

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A queda dos anjos

O fato da sua queda

Tudo nos leva a crer que os anjos foram criados em estado de perfeição. No capitulo 1º de Gênesis, lemos sete vezes que o que Deus havia feito era bom. No ultimo versículo deste capitulo lemos “Viu Deus tudo o quanto fizera, e eis que era muito bom”. Isso certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade quando originalmente criados.
Algumas pessoas acham que Ez 28:15 se refere a Satanás. Se for assim, ele é definitivamente mostrado como tendo sido criado perfeito. Mas diversas passagens mostram alguns dos anjos como maus (Sl 78:49; Mt 25:41; Ap 9:11; Ap 12:7-9). Isto se deve ao fato de terem deixado seu próprio principado e habitação apropriada (Jd 6) e pecado (2 Pe 2:4). Não há duvida que Satanás tenha sido o chefe da apostasia. Is 14:12 e Ez 28:15-17 parece lamentar a sua queda.
5.2– A época de sua queda

Nas Escrituras não há referência de quando ocorreu a queda dos anjos, mas deixa claro que se deu antes da queda do homem, já que Satanás entrou no jardim na forma de serpente e induziu Eva a pecar (Gn 3).
5.3– A causa de sua queda.

De acordo com as Escrituras o universo e a criatura eram originalmente perfeitos. A criatura tinha originalmente a capacidade de pecar ou não. Ela foi colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas coisas sem ser obrigada a optar por uma delas. Em outras palavras, sua vontade era autônoma.

Portanto, conclui-se que a queda dos anjos se deu devido a sua revolta deliberada e autodeterminada contra Deus. Grande prosperidade e beleza parecem ser apontadas como possíveis causas. Em Ez 28:11-19, o rei de Tiro parece simbolizar Satanás e diz-se que ele caiu devido a essas coisas.
Ambição desmedida e o desejo de ser mais que Deus parecem ser outra causa. O rei da Babilônia é acusado de ter essa ambição, ele também parece simbolizar Satanás (Is 14.13-14).
Em qualquer um dos casos o egoísmo, descontentamento com aquilo que tinha e o desejo de ter tudo o que os outros tinham, foi a causa da queda de Satanás e de outros anjos que o seguiram.
5.4– O resultado de sua queda

1.Todos eles perderam a sua santidade original e se tornaram corruptos em natureza e conduta (Mt 10:1; Ef 6: 11-12; Ap 12:9); 2.Alguns deles foram lançados no inferno e estão acorrentados até o dia do julgamento (2 Pe 2:4); 3.Alguns deles permanecem em liberdade e trabalham em definida oposição à obra dos anjos bons (Ap 12:7-9; Dn 10:12,13,20,21; Jd 9); 4.Pode também ter havido um efeito sobre a criação original. A terra foi amaldiçoada ao pecado de Adão (Gn 3:17-19) e a criação está gemendo por causa da queda (Rm 8:19-22). Não é improvável, portanto, que o pecado dos anjos tenha tido algo a ver com a ruína da criação original no capítulo 1º de Gênesis; 5.Eles serão, no futuro, atirados para a terra (Ap 12:8-9), e após seu julgamento (1 Co 6:3), no lago de fogo e enxofre (Mt 25:41; 2 
Pe 2:4; Jd 6).

6. Os demônios

As Escrituras não descrevem a origem dos demônios. Essa questão parece ser parte do mistério que rodeia a origem do mal. Porém, as Escrituras dão claro testemunho da sua existência real e de sua posição (Mt 12:26-28). Nos Evangelhos aparecem os espíritos maus desprovidos de corpos, que entram nas pessoas, das quais se diz que têm demônios. Os efeitos desta possessão se evidenciam por loucura, epilepsia e outras enfermidades, associadas principalmente com o sistema mental e nervoso (Mt 9:33; 12:22; Mc 5:4,5). O indivíduo sob a influência de um demônio não é senhor de si mesmo; o espírito fala através de seus lábios ou emudece à sua vontade; leva-o aonde quer e geralmente o usa como instrumento, revestindo-o às vezes de uma força sobrenatural.

Quando examinam as Escrituras, algumas pessoas ficam em dúvida se os demônios devem ser classificados juntamente com os anjos ou não; mas não há dúvida de que na Bíblia, há ensino positivo concernente a cada um dos dois grupos.
Ainda que alguns falem em “diabos”, como se houvesse muitos de sua espécie, tal expressão é incorreta. Há muitos “demônios”, mas existe um único “diabo”. Diabo é a transliteração do vocábulo grego “diabolos”, nome que significa “acusador” e é aplicado nas Escrituras exclusivamente a Satanás. “Demônio” é a transliteração de “daimon” ou “daimonion”.
6.1– A natureza dos demônios

1.São seres inteligentes (Mt 8:29,31; 1 Tm 4:1-3; 1 Jo 4:1 e Tg 2:19), possuem características de ações pessoais o que demonstra que possuem personalidade (Mc 1:24; Mc 5:6,7; Mc 8:16; Lc 8:18-31); 2.São seres espirituais (Lc 9:38,39,42; Hb 1:13,14; Hb 2:16; Mt 8:16; Lc 10:17,20); 3.São reputados idênticos aos espíritos imundos, no Novo Testamento; 4.São seres numerosos (Mc 5:9) de tal modo que tornam Satanás praticamente ubíquo por meio desses seus representantes; 5.São seres vis e perversos – baixos em conduta (Lc 9:39; Mc 1:27; 1 Tm 4:1; Mt 4:3); 6.São servis e obsequiosos (Mt 12:24-27). São seres de baixa ordem moral, degenerados em sua condição, ignóbeis em suas ações, e sujeitos a Satanás.
6.2– As atividades dos demônios

1.Apossam-se dos corpos dos seres humanos e dos irracionais (Mc 5:8, 11-13); 2.Afligem aos homens mental e fisicamente (Mt 12:22; Mc 5:4,5); 3.Produzem impureza moral (Mc 5:2; Ef 2:2);

7. Satanás

7.1– Sua origem

Alguns afirmam que Satanás não existe, mas observando-se o mal que existe no mundo, é lógico que se pergunte: “Quem continua a fazer a obra de Satanás durante a sua ausência, se é que ele não existe?”

Satanás aparece nas Escrituras como reconhecido chefe dos anjos decaídos. Ele era originalmente um dos poderosos príncipes do mundo angélico, e veio a ser o líder dos que se revoltaram contra Deus e caíram. De acordo com as Escrituras, Satanás era originalmente Lúcifer (“o que leva a luz”), o mais glorioso dos anjos. Mas ele orgulhosamente aspirou a ser “como o Altíssimo” e caiu “na condenação (Ez 28:12,19; Is 14: 12-15). O nome “Satanás” revela-o como “o adversário”, não do homem em primeiro lugar, mas de Deus. Ele investe contra Adão como a coroa da produção de Deus, forja a destruição, razão pela qual é chamado Apolion (destruidor), Ap 9:11, e ataca Jesus, quando Este empreende a obra de restauração. Depois da entrada do pecado no mundo ele se tornou “diabolos” (acusador), acusando continuamente o povo de Deus, Ap 12:10.
Ele é apresentado nas Escrituras como o originador do pecado (Gn 3:1,4; Jo 8:44; 2 Co 11:3; 1 Jo 3:8; Ap 12:9; 20:2,10) e aparece como reconhecido chefe dos que caíram (Mt 25:41; 9:34; Ef 2:2). Ele continua sendo o líder das hostes angélicas que arrastou consigo em sua queda, e as emprega numa desesperada resistência a Cristo ao seu reino. É também chamado “príncipe deste mundo” (Jo 12:31; 14:30; 16:11) e até mesmo “deus deste século” (2 Co 4:4). Não significa que ele detém o controle do mundo, pois Deus é quem o detém, e Ele deu toda autoridade a Cristo, mas o sentido é que Satanás tem sob controle este mundo mau, o mundo naquilo em que está separado de Deus (Ef 2:2).
Ele é mais que humano, mas não é divino; tem poder, mas não é onipotente; exerce influência em grande escala, mas restrita (Mt 12:29; Ap 20:2), e está destinado a ser lançado no abismo (Ap 20:10).
7.2– Seu caráter:

Presunçoso (Mt 4:4,5); Orgulhoso (1 Tm 3:6; Ez 28:17); Poderoso (Ef 2:2); Maligno (Jó 2:4); Astuto (Gn 3:1; 2 Co 11:3); Enganador (Ef 6:11); Feroz e cruel (1 Pe 5:8).
7.3– Suas atividades:

1. A natureza das atividades:
Perturbar a obra de Deus (1 Ts 2:18); Opor-se ao Evangelho (Mt 13:19; 2 Co 4:4); Dominar, cegar, enganar e laçar os ímpios (Lc 22:3; 2 Co 4:4; Ap 20:7,8; 1 Tm 3:7); Afligir e tentar os santos de Deus (1 Ts 3:5).

2. O motivo de suas atividades:
Ele odeia até a natureza humana com a qual se revestiu o Filho de Deus. Intenta destruir a igreja porque ele sabe que uma vez perdendo o sal da terra o seu sabor, o homem torna-se vítima nas suas mãos inescrupulosas.
3. Suas atividades são restritas:
Ao mesmo tempo que reconhecemos que Satanás é forte, devemos ter cuidado de não exagerar o seu poder. Para aqueles que crêem em Cristo, ele já é um inimigo derrotado (Jo 12:31), e é forte somente para aqueles que cedem à tentação. Apesar de rugir furiosamente ele é covarde (Tg 4:7). Não pode tentar (Mt 4:1), afligir (1 Ts 3:5), matar (Jó 2:6), nem tocar no crente sem a permissão de Deus.

7.4– Sua atuação
Não limita sua operações aos ímpios e depravados. Muitas vezes age nos círculos mais elevados como “um anjo de luz” (2 Co 11:14). Deveras, até assiste às reuniões religiosas, o que é indicado pela sua presença no ajuntamento dos anjos (Jó 1:6), e pelo uso dos termos “doutrina de demônios” (1 Tm 4:1) e “a sinagoga de Satanás” (Ap 2:9).
Freqüentemente seus agentes se fazem passar como “ministros de justiça” (2 Co 11:15).
7.5– Sua derrota:
Deus decretou sua derrota (Gn 3:14,15). No princípio foi expulso do céu; durante a grande tribulação será lançado da esfera celeste à terra (Ap 12:7-9); durante o milênio será aprisionado no abismo (Ap 20:1-3), e depois de mil anos será lançado no lago de fogo (Ap 20:10). Dessa maneira a Palavra de Deus nos assegura a derrota final do mal.

Os Anjos

nosso redor há um mundo espiritual poderoso, populoso e de recursos superiores ao nosso mundo visível. Bons e Maus espíritos passam em nosso meio, de um lugar para o outro, com grande rapidez e movimentos imperceptíveis. Alguns desses espíritos se interessam pelo nosso bem estar, outros porém, estão empenhados em fazer-nos o mal. Muitas pessoas questionam se existem realmente tais espíritos ou seres, quem são, onde se encontram e o que fazem.

A palavra de Deus é a única fonte de informação que merece confiança, e que possui respostas para estas perguntas. Ela deixa claro que há outra classe de seres superiores ao homem. Esses seres habitam nos céus e formam os exércitos celestiais, a inumerável companhia dos servos invisíveis de Deus. Esses são os anjos de Deus, os quais estão sujeitos ao governo divino, e o importante papel que têm desempenhado na história da humanidade torna-os merecedores de referência especial. Existem também aqueles, pertencentes a mesma classe de seres, que anteriormente foram servos de Deus mas que agora se encontram em atitude de rebelião contra seu governo.

A doutrina dos anjos segue logicamente a doutrina de Deus, pois os anjos são fundamentalmente os ministros da providência de Deus. Essa doutrina permite-nos conhecer a origem, existência, natureza, queda, classificação, obra e destino dos anjos.

2. A origem dos anjos

A época de sua criação não é indicada com precisão em parte alguma, mas é provável que tenha se dado juntamente com a criação dos céus (Gn 1:1 ). Pode ser que tenham sido criados por Deus imediatamente após a criação dos céus e antes da criação da terra, pois de acordo com Jó 38:4-7, rejubilavam todos os filhos de Deus quando Ele lançava os fundamentos da terra. Que os anjos não existem desde a eternidade é mostrado pelos versículos que falam de sua criação ( Ne 9:6 , Sl 148:2,5; Cl 1:16 ). Embora não seja citado número definido na Bíblia, acredita-se que a quantidade de anjos é muito grande ( Dn 7:10; Mt 26:53; Hb 12:22 ).

3. A natureza dos anjos

3.1– São seres espirituais e incorpóreos.

Os anjos são descritos espíritos, porque diferentes dos homens, eles não estão limitados às condições naturais e físicas. Aparecem e desaparecem, e movimenta-se com uma rapidez imperceptível sem usar meios naturais. Apesar de serem espíritos, têm o poder de assumir a forma de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do homem (Gn 19:1-3).
Que os anjos são incorpóreos está claro em Ef 6.12, onde Paulo diz que “a nossa luta não é contra a carne nem sangue, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. Outras referências: Sl 104:4; Hb 1:7,14; At 19:12; Lc 7:21; 8:2; 11:26; Mt 8:16; 12.45. Não têm carne nem ossos e são invisíveis ( Cl 1:16 ).
3.2– São um exército e não uma raça.

As Escrituras ensinam que o casamento não é da ordem ou do plano de Deus para os anjos (Mt 22:30; Lc 20:34 -36 ), portanto não se caracteriza uma raça. No Velho Testamento por cinco vezes os anjos são chamados de “filhos de Deus” ( Gn 6:2,4; Jó 1:6; 2:1; 38:7 ) mas nunca lemos a respeito dos “filhos dos anjos”. Os anjos sempre são descritos como varões, porém na realidade não tem sexo, não propagam sua espécie ( Lc 20:34-35 ).

Várias passagens das Escrituras indicam que há um número muito grande de anjos (Dn 7:10; Mt 26:53; Sl 68:17; Lc 2:13; Hb 12:22), e são repetidamente mencionados como exércitos do céus ou de Deus. No Getsêmani, Jesus disse a um discípulo que queria defendê-los dos que vieram prendê-lo: “Acaso pensas que não posso rogar ao meu pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos”? ( Mt 26:53 ). Portanto, seu criador e mestre é descrito como “Senhor dos Exércitos”.
É evidente que eles são criaturas e portanto limitados e finitos. Apesar de terem mais livre relação com o espaço e o tempo do que o homem, não podem estar em dois ou mais lugares simultaneamente.

3.3– São seres racionais morais e imortais.

Aos anjos são atribuídas características pessoais; são inteligentes dotados de vontade e atividade. O fato de que são seres inteligentes parece inferir-se imediatamente do fato de que são espíritos (2 Sm 14:20; Mt 24:36 , Ef 3:10; 1 Pe 1:12; 2 Pe 2:11). Embora não sejam oniscientes, são superiores ao homens em conhecimento (Mt 24:36) e por ter natureza moral estão sob obrigação moral; são recompensados pela obediência e punidos pela desobediência.
A Bíblia fala dos anjos que permanecerem leais como “santos anjos” ( Mt 25:31; Mc 8:38; Lc 9:26; At 10:22; Ap 14:10) e retrata os que caíram como mentirosos e pecadores (Jo 8:44; 1 Jo 3:8-10).

A imortalidade dos anjos está ligada ao sentido de que os anjos bons não estão sujeitos a morte (Lc 20:35-36), além de serem dotados de poder formando o exército de Deus, uma hoste de heróis poderosos, sempre prontos para fazer o que o Senhor mandar ( Sl 103:20; Cl 1:16; Ef. 1:21; 3:10; Hb 1:14) enquanto que os anjos maus formam o exército de Satanás empenhados em destruir a obra do Senhor (Lc 11:21; 2 Ts 2:9; 1 Pe 5:8 ).
Ilustrações do poder de um anjo são encontradas na libertação dos apóstolos da prisão ( At 5:19; 12:7) e no rolar da pedra de mais de 4 toneladas que fechou o túmulo de Cristo (Mt 28.2 )

4. A classificação dos anjos

4.1– Anjos bons e anjos maus

Há pouca informação sobre o estado original dos anjos. Porém no dia de sua obra criadora Deus viu tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Pressupõe-se que todos os anjos tiveram um boa condição original (Jo 8:44; 2 Pe 2:4; Jd 6 ). Os anjos bons são chamados “anjos eleitos” (1 Tm 5:21) e evidentemente receberam graça suficiente para habilitá-los a manter sua posição de perseverança, pela qual foram confirmados em sua condição e agora são incapazes de pecar . São chamados também de “santos anjos ou anjos de luz” (2Co 11:14). Sempre contemplam a face Deus (Lc 9:26), e tem vida imortal ( Lc 20:36 ). Sua atividade mais elevada é a adoração a Deus ( Ne 9:6; Fp 2:9-11; Hb 1:6; Jó 38:7; Is 6:3; Sl 103:20; 148:2 Ap 5:11).
4.2– Quatro tipos de anjos bons:
1. Anjos:

Tanto no grego quanto no hebraico a palavra “anjo” significa “mensageiro”. São exércitos como seres alados (Dn 9:21; Ap 14:6) para nos favorecer. Desde a entrada do pecado no mundo, eles são enviados para dar assistência aos herdeiros da salvação (Hb 1:14). Eles se regozijam com a conversão de um pecador (Lc 15:10), exercem vigilância protetora sobre os crentes ( Sl 34:7; 91:11 ), protegem os pequeninos (Mt 18:10), estão presentes na igreja (1 Tm 5:21) recebem aprendizagem das multiformes riquezas da graça de Deus ( Ef 3:10; 1 Pe 1:12) e encaminham os crentes ao seio de Abraão (Lc 16:22,23). A idéia de que alguns deles servem de anjos da guarda de crentes individuais não tem apoio nas Escrituras. A declaração de Mt 18:10 é geral demais, embora pareça indicar que há um grupo de anjos particularmente encarregado de cuidar das criancinhas. At 12:15 tampouco o prova, pois esta passagem mostra apenas que, naquele período primitivo havia alguns, mesmo entre discípulos, que acreditavam em anjos guardiães.

Embora os anjos não constituam um organismo, evidentemente são organizados de algum modo. Isto ocorre do fato de que ao lado do nome geral “anjo”, a Bíblia emprega certos nomes específicos para indicar classe de anjos. O termo grego “angelos” (anjos = mensageiros ) também e freqüentemente aplicado a homens (Mt 11:10; Mc 1:2; Lc 7:24; 9:52; Gl 4:14). Não há nas Escrituras um nome geral, especificamente distintivo, para todos os seres espirituais. Eles são chamados filhos de Deus, (Jó 1:6; 2:1) espíritos (Hb 1:14), santos (Sl 89:5,7; Zc 14:5; Dn 8:13 ), vigilantes (Dn 4:13,17). Contudo, há nomes específicos que indicam diferentes classes de anjos.
2. Querubins:

São responsáveis pela guarda da entrada do paraíso (Gn 3:24), observam o propiciatório (Ex 25:18,20; Sl 80:1; 99:1; Is 37:16; Hb 9:5) e constituem a carruagem de que Deus se serve para descer à terra ( 2Sm 22:11; Sl 18:10). Como demonstração do seu poder de majestade, em Ez 1º e Ap 4º são representados simbolicamente como seres vivos em várias formas. Mais do que outras criaturas, eles foram destinados a revelar o poder, a majestade e a glória de Deus, e a defender a santidade de Deus no jardim do Éden, no tabernáculo, no templo e na descida de Deus à terra.
3. Serafins:

Mencionados somente em Is 6:2,6, constituem uma classe de anjos muito próxima dos querubins. São representados simbolicamente em forma humana com seis asas cobrindo o rosto, os pés e duas prontas para execução das ordens do Senhor. Permanecem servidores em torno do trono do Deus poderoso, cantam louvores a Ele e são considerados os nobres entre os anjos.
4. Arcanjos:

O termo arcanjo só ocorre duas vezes nas escrituras (1 Ts 4:16; Jd 9), mas há outras referências para ao menos um arcanjo, Miguel. Ele é o único a ser chamado de arcanjo e aparece comandando seus próprios anjos (Ap 12.7) e como príncipe do povo de Israel (Dn 10:13,21; 12.1). A maneira pela qual Gabriel é mencionado também indica que ele é de uma classe muito elevada. Ele está diante da presença de Deus ( Lc 1:19) e a ele são confiadas as mensagens de mais elevada importância com relações ao reino de Deus ( Dn 8:16; 9:21).
Obs.:Principados, potestades, tronos e domínios: A Bíblia menciona certas classes de anjos que ocupam lugares de autoridades no mundo angélico, como principados e potestades (Ef 3:10; Cl 2:10), tronos (Cl 1:16), domínios (Ef 1:21; Cl 1:16 ) e poderes ( Ef 1:21 , 1 Pe 3:22). Estes nomes não indicam espécies de anjos, mas diferenças de classe ou de dignidade entre eles. Embora em Ef 1:21 a referencia parece incluir tanto anjos bons quanto os maus, nas outras passagens essa terminologia se refere definitivamente apenas aos anjos maus (Rm 8:38; Ef 6:12; Cl 2:15).
4.3– Anjos Maus

Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado, e como o homem dotado de livre escolha. Sob a direção de Satanás, muitos pecaram e foram lançados fora do céu (2 Pe 2:4; Jd 6). O pecado, no qual eles e seu chefe caíram foi o orgulho. Alguns tem pensado que a ocasião de rebelião dos anjos foi a revelação da futura encarnação do Filho de Deus e a obrigação deles o adorarem.
Segundo as Escrituras, os anjos maus passam o tempo no inferno (2 Pe 2:4 ) e no mundo, especialmente nos ares que nos rodeiam. (Jo 12:31; 14:30; 2 Co 4:4; Ap 12:4,7-9). Enganando os homens por meio do pecado, exercem grande poder sobre eles (2 Co 4:3,4; Ef 2:2; 6:11,12); este poder está aniquilado para aqueles que são fieis a Cristo, pela redenção que ele consumou (Ap 5:9; 7:13,14).

Os anjos não são contemplados no plano da redenção (1 Pe 1:12), mas no inferno foi preparado o eterno castigo dos anjos maus (Mt 25:41).
Os anjos maus são empregados na execução dos propósitos de Satanás, que são opostos aos propósitos de Deus, e estão envolvidos nos obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus.
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domingo, 25 de novembro de 2018

A apostasia!!!!!!

Hb 3.12 “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e
infiel, para se apartar do Deus vivo”.
A apostasia (gr. apostasia) aparece duas vezes no NT como substantivo (At 21.21;
2Ts 2.3) e, aqui em Hb 3.12, como verbo (gr. aphistemi, traduzido “apartar”). O
termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou
afastar-se daquilo a que antes se estava ligado.
(1) Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ou apartar-se
da união vital com Ele e da verdadeira fé nEle (ver o estudo FÉ E GRAÇA). Sendo
assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a
salvação, a regeneração e a renovação pelo Espírito Santo (cf. Lc 8.13; Hb 6.4,5);
não é simples negação das doutrinas do NT pelos inconversos dentro da igreja
visível. A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados
entre si: (a) a apostasia teológica, i.e., a rejeição de todos os ensinos originais de
Cristo e dos apóstolos ou dalguns deles (1Tm 4.1; 2Tm 4.3); e (b) a apostasia moral,
i.e., aquele que era crente deixa de permanecer em Cristo e volta a ser escravo do
pecado e da imoralidade (Is 29.13; Mt 23.25-28; Rm 6.15-23; 8.6-13).
(2) A Bíblia adverte fortemente quanto à possibilidade da apostasia, visando tanto
nos alertar do perigo fatal de abandonar nossa união com Cristo, como para nos
motivar a perseverar na fé e na obediência. O propósito divino desses trechos
bíblicos de advertência não deve ser enfraquecido pela idéia que afirma: “as
advertências sobre a apostasia são reais, mas a sua possibilidade, não”. Antes,
devemos entender que essas advertências são como uma realidade possível
durante o nosso viver aqui, e devemos considerá-las um alerta, se quisermos
alcançar a salvação final. Alguns dos muitos trechos do NT que contêm
advertências são: Mt 24.4,5,11-13; Jo 15.1-6; At 11.21-23; 14.21,22; 1Co 15.1,2; Cl
1.21-23; 1Tm 4.1,16; 6.10-12; 2Tm 4.2-5; Hb 2.1-3; 3.6-8,12-14; 6.4-6; Tg 5.19,20;
2Pe 1.8-11; 1Jo 2.23-25.
(3) Exemplos da apostasia propriamente dita acham-se em Êx 32; 2Rs 17.7-23; Sl
106; Is 1.2-4; Jr 2.1-9; At 1.25; Gl 5.4; 1Tm 1.18-20; 2Pe 2.1,15,20-22; Jd 4,11-13; ver
o estudo O PERÍODO DO ANTICRISTO, para comentários sobre a apostasia que,
segundo a Bíblia, ocorrerá dentro da igreja professa nos últimos dias desta era.
(4) Os passos que levam à apostasia são: (a) O crente, por sua falta de fé, deixa de
levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e
ensinos da Palavra de Deus (Mc 1.15; Lc 8.13; Jo 5.44,47; 8.46).
(b) Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino
celestial de Deus, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de Deus através
de Cristo (4.16; 7.19,25; 11.6).
(c) Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais
tolerante do pecado na sua própria vida (1Co 6.9,10; Ef 5.5; Hb 3.13). Já não ama a
retidão nem odeia a iniquidade (ver 1.9 nota).
(d) Por causa da dureza do seu coração (3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de
Deus (v. 10), não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo (Ef 4.30;
1Ts 5.19-22; Hb 3.7-11).
(e) O Espírito Santo se entristece (Ef 4.30; cf. Hb 3.7,8); seu fogo se extingue (1Ts
5.19) e seu templo é profanado ( 1Co 3.16). Finalmente, Ele afasta-se daquele
que antes era crente (Jz 16.20; Sl 51.11; Rm 8.13; 1Co 3.16,17; Hb 3.14).
(5) Se a apostasia continua sem refreio, o indivíduo pode, finalmente, chegar ao
ponto em que não seja possível um recomeço. (a) Isto é, a pessoa que no passado
teve uma experiência de salvação com Cristo, mas que deliberada e continuamente
endurece seu coração para não atender à voz do Espírito Santo (3.7-19), continua
a pecar intencionalmente (10.26) e se recusa a arrepender-se e voltar para Deus,
pode chegar a um ponto sem retorno em que não há mais possibilidade de
arrependimento e de salvação (6.4-6; Dt 29.18-21 nota; 1 Sm 2.25 nota; Pv 29.1
nota). Há um limite para a paciência de Deus (ver 1 Sm 3.11-14; Mt 12.31,32; 2 Ts
2.9-11; Hb 10.26-29,31; 1 Jo 5.16). (b) Esse ponto de onde não há retorno, não se
pode definir de antemão. Logo, a única salvaguarda contra o perigo de apostasia
extrema está na admoestação do Espírito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não
endureçais os vossos corações ( 3.7,8,15; 4.7).
(6) É próprio salientar que, embora a apostasia seja um perigo para todos os que
vão se desviando da fé (2.1-3) e que se apartam de Deus (6.6), ela não se consuma
sem o constante e deliberado pecar contra a voz do Espírito Santo (ver Mt 12.31,
nota sobre o pecado contra o Espírito Santo).
(7) Aqueles que, por terem um coração incrédulo, se afastam de Deus (3.12),
podem pensar que ainda são verdadeiros crentes, mas sua indiferença para com as
exigências de Cristo e do Espírito Santo e para com as advertências das Escrituras
indicam o contrário. Uma vez que alguém pode enganar-se a si mesmo, Paulo
exorta todos aqueles que afirmam ser salvos: "Examinai-vos a vós mesmos se
permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos" (ver 2 Co 13.5 nota).
(8) Quem, sinceramente, preocupa-se com sua condição espiritual e sente no seu
coração o desejo de voltar-se arrependido para Deus, tem nisso uma clara
evidência de que não cometeu a apostasia imperdoável. As Escrituras afirmam com
clareza que Deus não quer que ninguém pereça (2 Pe 3.9; cf. Is 1.18,19; 55.6,7) e
declaram que Deus receberá todos que já desfrutaram da graça salvadora, se
arrependidos, voltarem a Ele (cf. Gl 5.4 com 4.19; 1 Co 5.1-5 com 2 Co 2.5-11; Lc
15.11-24; Rm 11.20-23; Tg 5.19,20; Ap 3.14-20; note o exemplo de Pedro, Mt 16.16;
26.74,75; Jo 21.15-22).

O crente e a santificação

4) No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11). (a) Não
devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm
12.2 nota), não amar o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniquidade do
mundo (ver Hb 1.9 nota), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo
(Cl 1.13; Gl 1.4). (b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com Deus
e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo
(Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4 nota). Amar o mundo significa estar em estreita
comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres.
Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele (ver
Lc 23.35 nota). Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos;
Deus não
proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc.
(5) De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente
hostis a Deus: (a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a
busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14).
(b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado
por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar
para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui
o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e
imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21;
2 Sm 11.2; Mt 5.28). (c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância,
orgulho e independência autossuficiente, que não reconhece Deus como Senhor,
nem a sua Palavra
como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si
mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).
(6) O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema
iníquo do mundo (ver Mt 9.11 nota; 2Co 6.14 nota) deve reprovar abertamente o
pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11 nota), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt
5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para Cristo (Mc 16.15;
Jd 22,23).
(7) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo
15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21).
Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a
vida de Deus dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8).
(8) O sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2.34,35, 44;
2Ts 1.7-10; 1Co 7.31; 2Pe 3.10 nota; Ap 18.2).

Jesus Rei dos Reis

O reinado de Jesus
As Escrituras tratam também do aspecto escatológico
do reino, a ser estabelecido aqui na terra com a vinda de
Jesus para o Milênio. As referências bíblicas são
abundantes:
Deus prometeu a Abraão que da sua descendência
sairiam reis (Gênesis 17:6). Jacó profetizou que o cetro
não se apartaria de Judá, e que viria Silo, o Messias
(Gênesis 49:8). Os profetas falaram de Cristo como rei
(Isaías 9:6; Zacarias 9:9; Jeremias 23:5). De fato, Jesus
nasceu como rei (Mateus 2:2,11,16-18), foi aclamado rei
pelos judeus (João 12:12-16; Mateus 21:8-11), testificou
da sua realeza diante de Pilatos (João 18:33-37), como
rei foi coroado e crucificado (Mateus 27:29, 37), e como
rei foi recebido em cima nos céus (Salmo 24:7-10).
Não foi por acaso que Pilatos ordenou que fosse
afixada no cimo da cruz um anúncio de que Jesus era
rei, escrito em grego, a língua da ciência; em hebraico, a
língua da religião, e em latim, a língua do governo.
Como Rei dos reis e Senhor dos senhores Jesus é hoje

sábado, 24 de novembro de 2018

Muitas Evas por aí

1. Eva foi criada para ser a companheira e auxiliadora de Adão (Gn 2.18).
2. Eva foi criada da costela do homem, para que o homem compreendesse que a mulher é parte dele e,
por isso, deve ser amada e valorizada (Gn 2.21-23).
3. Eva foi criada para ter intimidade com Adão, e eles completarem afetivamente um ao outro
(Gn 2.24-25).
4. Eva errou ao distrair-se dando ouvidos à serpente (Gn 3.1-5). A mulher não pode distrair-se com
coisas duvidosas que a induzem ao erro.
5. Eva foi dominada pela concupiscência da carne: “E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para
se comer…” (Gn 3.6a). Paulo disse: “E não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências”
(Rm 13.14).
6. Eva foi dominada pela concupiscência dos olhos, quando viu que a árvore era “agradável aos
olhos…” (Gn 3.6). João disse: “Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a
concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo”
(1Jo 2.16).
7. Eva foi dominada pela soberba da vida: “… e árvore desejável para dar entendimento” (Gn 3.6). A
serpente havia seduzido Eva quanto ao fruto que Deus lhes havia proibido comer: “Porque Deus
sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o
bem e o mal” (Gn 3.5). Eva acreditou nesta mentira de Satanás, ao pensar que poderia ser como
Deus, a mesma soberba demonstrada por Lúcifer (Is 14.11-15). Em Provérbios 16.18, Salomão
afirmou que: “A soberba precede a ruína, e a altivez de espírito precede a queda”.
8. Eva passou a sofrer as duras consequências do seu pecado (Gn 3.16). Sofrimento na gravidez, seu
desejo seria submisso ao do marido, e o homem exerceria o seu governo sobre a mulher: “E chamou
Adão o nome de sua mulher Eva…” (Gn 3.20). Quem dava o nome à pessoa, passava a exercer
domínio sobre ela.
9. Eva passou a ser lembrada pelo resto da vida por causa de seu pecado: “E Adão não foi enganado,
mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (1Tm 2.14). Aqui, Paulo não estava culpando
exclusivamente a mulher pelo pecado; estava apenas reproduzindo um conceito teológico vigente
naquela época.
10. Deus, por sua misericórdia, não desistiu de Eva, e prometeu-lhe a redenção, e a redenção de todos
nós, ao determinar que da semente da mulher nasceria um que esmagaria a cabeça da serpente
(Gn 3.15). Deus cumpriu esta promessa por meio de Cristo (Gl 4.4-5; Rm 16.20).
CONCLUSÃO
As lições espirituais dos personagens bíblicos nos alertam, consolam e dão a esperança de redenção,
mesmo quando fracassamos. Deus não nos programou para não errarmos, mas espera que não
continuemos no erro. “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará
tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar”
(1Co 10.13).
Quantos homens deixando ir pelas conversas e sensualidade de Eva caindo juntos no pecado!

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Os filhos de Noé.

10.1 AS GERAÇÕES DOS FILHOS DE NOÉ. O propósito do
capítulo 10 é revelar como todas as nações e povos da
terra descendem de Noé e dos seus filhos, após o dilúvio
(v. 32).
10.2-5 OS FILHOS DE JAFÉ. Estes versículos alistam os
descendentes de Jafé, que emigraram para o norte e se
estabeleceram nas terras costeiras dos mares Negro e
Cáspio. Foram os progenitores dos medos, dos gregos e
das raças brancas da Europa e da Ásia.
10.6-20 OS FILHOS DE CAM. Estes versículos alistam os
descendentes de Cam, os quais se fixaram na Arábia
Meridional, no Egito Meridional, na orla oriental do mar
Mediterrâneo e na costa setentrional da África. Os
descendentes de Canaã (vv. 15-19) estabeleceram-se
num território que denominou-se Canaã, território este
que posteriormente se tornou a pátria do povo judeu.
10.21-31 E A SEM NASCERAM FILHOS. Estes versículos
alistam os descendentes de Sem, que se estabeleceram
na Arábia e nas terras do vale do Tigre e do Eufrates, no
Oriente Médio. Foram os hebreus, assírios, sírios e
elamitas.
11.2 NA TERRA DE SINAR. Sinar é o nome que o AT dá ao
território da antiga Suméria e, posteriormente, chamado
Babilônia ou o termo geral Mesopotâmia.
11.4 EDIFIQUEMOS... FAÇAMO-NOS UM NOME. O
pecado do povo na terra de Sinar foi a ambição de
dominar o mundo e dirigir o seu próprio destino, à parte
de Deus, através da união política centralizada, poder e
grandes conquistas. Esse desígnio era fruto do orgulho e
rebeldia contra Deus. Deus frustrou o propósito deles,
multiplicando idiomas em seu meio, de tal maneira que
não podiam comunicar-se entre si (vv. 7,8). Isso deu
origem à diversidade de raças e idiomas no mundo.
Nesse tempo, a raça humana deixando a Deus, voltou-se
para a idolatria, a feitiçaria e a astrologia (Is 47.12; ver Êx
22.18 nota; Dt 18.10 nota). As funestas consequências
deste estado espiritual nos seres humanos são descritas
em Rm 1.21-28. Deus os entregou à impureza dos seus
próprios corações (Rm 1.24,26,28), e, com Abrão, Ele
prosseguiu dando cumprimento ao propósito da
salvação da raça humana (ver v. 31 nota).

Enoque exemplo de vida com Deus.

5.22 E ANDOU ENOQUE COM DEUS. Sem dúvida alguma,
Enoque distinguiu-se em piedade. Note-se o que a Bíblia
diz a respeito dele. (1) Ele andou com Deus (vv. 22,24)
i.e., vivia pela fé em Deus, confiava na sua palavra e
promessas (Hb 11.5,6), procurava de toda maneira viver
uma vida santa (cf. 1 Jo 1.5-7) e andava nos caminhos de
Deus (cf. Am 3.3), mantendo-se firme contra a
impiedade da sua geração (Jd 14,15). (2) Enoque era um
pregador de justiça que denunciava o pecado e o modo
ímpio de vida da sua geração. Referindo-se a Enoque,
Judas 14,15 nos diz que ele clamava contra a impiedade
e a imoralidade e advertia as pessoas de que Deus ia
trazer um julgamento sobre os homens e as mulheres
pelos seus atos ímpios: E destes profetizou também
Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é
vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer
juízo contra todos e condenar dentre eles todos os
ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que
impiamente cometeram, e por todas as duras palavras
que ímpios pecadores disseram contra Ele . (3) Enoque
agradou a Deus (Hb 11.5). Sua vida, mensagem e
espiritualidade, agradaram tanto ao Senhor que Ele
honrou-o, tirando-o da terra para estar eternamente na
sua presença, sem provar a morte. Os crentes atuais
devem tomar a vida de Enoque como exemplo, porque
nós, de igual modo, vivemos em meio a uma geração má
e ímpia. Estamos nós andando com Deus, vivendo em
verdadeira santidade, reprovando o pecado e advertindo
as pessoas a fugirem da ira vindoura? (At 3.19,20; 1Ts
1.10). E estamos nós esperando Jesus Cristo para nos
levar desta terra para estarmos para sempre com Ele? (1
Ts 4.16,17).
5.24 DEUS PARA SI O TOMOU. O fato de Enoque ser
levado diretamente ao céu sem provar a morte,
subentende que os justos antes de Abraão, tinham uma
viva esperança da vida futura com Deus (Hb 11.5,10; Jó
19.25,26; 2 Rs 2.10,11).

O casamento

2.24 DEIXARÁ O VARÃO O SEU PAI E A SUA MÃE. Desde
o princípio, Deus estabeleceu o casamento e a família
que dele surge, como a primeira e a mais importante
instituição humana na terra (ver 1.28 nota). A prescrição
divina para o casamento é um só homem e uma só
mulher, os quais tornam-se uma só carne (i.e., unidos em
corpo e alma). Este ensino divino exclui o adultério, a
poligamia, a homossexualidade, a fornicação e o divórcio
quando antibíblico (Mc 10.7-9; ver Mt 19.9 nota).

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Teologia.

Neste texto sagrado, o governador Festo, impactado com o conhecimento teológico de Paulo,
exclamou, dizendo: “Estás louco, Paulo! As muitas letras te fazem delirar!” Ao reconhecer Paulo como
um homem letrado, Festo notou o grande preparo intelectual de Paulo. Paulo foi o maior teólogo da
Cristandade. O homem sempre buscou conhecer e se aproximar do Criador de todas as coisas. Por isso,
para entender melhor esse Ser Supremo, pesquisadores passaram a estudá-lo intensamente, resultando na
Teologia, o estudo sobre Deus. Assim, tanto teólogos como filósofo tentam descrevê-lo. O teólogo estuda
e analisa as diversas religiões do mundo e sua influência sobre o homem do ponto de vista antropológico
e sociológico. Sua principal fonte de pesquisa são os textos sagrados, as doutrinas e dogmas religiosos.
Vejamos:
AIMPORTÂNCIADATEOLOGIANAS ESCRITURAS
1. A Teologia, estudo de Deus, já foi classificada no passado como a “Rainha das Matérias
Universitárias”, por pesquisar e estudar sobre o maior de todos os mistérios do Universo — Deus.
E também, por ser um dos mais antigos cursos universitários da história. Aliás, as primeiras
universidades da Europa ofereciam basicamente três cursos: Teologia, Filosofia e Direito. Hoje,
com a extrema secularização das universidades, o Curso de Teologia sofre toda a discriminação da
comunidade científica, por sua associação com a religião e pelo fato de ir contra todos os
argumentos e teorias científicas a respeito da origem do homem e do Universo, como a Teoria da
Evolução, Teoria do Big Bang e tantas outras teorias.
2. Entretanto, as previsões teóricas dos sábios deste mundo fracassaram, e a Teologia voltou a ficar em
evidência. Eles previam que o povo perderia o interesse pela religião e, consequentemente, Deus
seria tirado da pauta. Todavia, apesar do materialismo das pessoas, elas resolveram querer Deus e
também a prosperidade econômica. Portanto, Deus nunca saiu e nem jamais sairá da mente humana.
Deus sempre será o assunto principal do mundo. Os maiores conflitos hoje ao redor do mundo ainda
são por questões religiosas.
3. Os Cursos de Teologia voltaram a ser reconhecidos como Curso Superior pelo MEC (Ministério da
Educação). Os teólogos estão cada vez mais se tornando fonte de consulta para os problemas
existenciais da vida humana. Hoje, os teólogos estão sendo convidados para participar em
programas de auditório na televisão, além de programas de debate em rádios, redes sociais e
demais meios de comunicação. A pergunta que Pilatos fez a Jesus é uma pergunta que não se cala:
“Que é a verdade?” (Jo 18.38). Tanto filósofos como teólogos tentam explicar Deus.
4. Para o filósofo grego Platão: “Ele é o começo, meio e fim de todas as coisas. É a metade ou a razão
suprema; a causa eficiente de todas as coisas; eterno, imutável, onisciente, onipotente. Tudo permeia
e tudo controla. É justo, santo, sábio e bom; o absolutamente perfeito, começo de toda a verdade, a
fonte de toda a lei e justiça, a origem de toda a ordem e beleza e, especialmente, a causa de todo o
bem.” Essa descrição foi aceita por muitos teólogos.
5. Já o teólogo cristão Anselmo de Cantuária, o Pai da Escolástica, definiu Deus da seguinte forma:
“Deus é o princípio e o fim de todas as coisas, Ele existe antes, durante e depois de todas as coisas,
pois Ele criou tudo, mantém tudo e permanecerá eterno e imutável depois que todas as coisas
tiverem seu fim. Em tudo se pode notar Deus, pois em cada criatura está uma inscrição de seu
Criador. Ele criou todas as coisas existentes às nossas realidades sensíveis a também aquelas que
nossa limitação sensitiva não é capaz de perceber, somente sofrer suas consequências. Tu estás
inteiro por toda a parte e a tua eternidade é inteira e imperecível. Tu estás de tal maneira fora do
espaço que não há em ti nem meio, nem metade, nem parte alguma. Tu és misericordioso porque és
sumamente bom, e és sumamente bom porque és sumamente justo, deve-se admitir que és
verdadeiramente misericordioso porque és sumamente justo. Portanto, tu és justo conforme a tua
natureza, ó Deus justo e benigno, tanto ao castigar como ao perdoar. Tu não és apenas aquilo de que
não é possível pensar nada maior, mas és, também, tão grande que superas a nossa possibilidade de
pensar-te.” Já dizia o profeta Isaías: “Verdadeiramente, tu és o Deus que te ocultas, o Deus de Israel,
o Salvador.” (Is 45.15)
6. O termo “teologia” foi usado pela primeira vez por Platão, no diálogo “A República”, para referir￾se à compreensão da natureza divina de forma racional, em oposição à compreensão literária
própria da poesia, tal como era conduzida pelos seus conterrâneos. Mais tarde, Aristóteles
empregou o termo em numerosas ocasiões, com dois significados: (1) teologia como o ramo
fundamental da filosofia, também chamada “filosofia primeira” ou “ciência dos primeiros
princípios”, chamada de metafísica por seus seguidores; e (2) teologia como denominação do
pensamento mitológico imediatamente anterior à filosofia. O teólogo cristão protestante suíço Karl
Barth definiu a Teologia como um “falar a partir de Deus”.
7. O cristianismo produziu grandes teólogos ao longo da história. O apóstolo Paulo foi, sem dúvida, o
maior teólogo da história cristã. A Igreja cristã, em seus quase dois mil anos de história, foi
riquíssima pelo número de teólogos que despontaram em seu meio, eminentes em santidade e
sabedoria. Entre eles estão: Inácio de Antioquia, Clemente de Alexandria, Orígenes, Tertuliano,
Ambrósio, Eusébio, Atanásio, Agostinho, Jerônimo, João Crisóstomo, os quais se destacaram na
Patrística. Anselmo e Tomás de Aquino se destacaram na Escolástica. John Wycliffe, Martinho
Lutero e Calvino, na Reforma, além de tantos outros nomes da história moderna e contemporânea.
8. Definir exatamente quem é Deus não é algo que se pode fazer meramente por palavras. Se não
houvesse uma revelação acima de tudo do próprio Deus ao homem, nunca iríamos compreendê-lo.
Acreditando ou não na existência de Deus, o homem necessita de Deus para compreender a si
mesmo, e eis a questão que definirá o nosso destino eterno. A definição básica que os dicionários
bíblicos dão sobre Deus é esta: “Deus é um Ser existente por si mesmo, Infinito, Supremo, Criador e
Conservador do Universo.”
9. Em Is 57.15, o próprio Deus dá a definição de si mesmo, dizendo: “Porque assim diz o Alto e o
Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também
com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o
coração dos contritos.” Aqui Deus revela a sua transcendência e a sua imanência. Ele é um Deus que
transcende a tudo e está acima de tudo; porém, é um Deus imanente, o qual está bem perto de sua
criação, e mora também dentro do coração das pessoas contritas.
10. A existência e a vinda de Jesus a este mundo estão historicamente comprovadas de tal forma que os
inimigos da fé não podem negar. Eles mesmos são obrigados a sempre mencionar em seus escritos
as datas como a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo). Cristo dividiu a história. Esta sem
dúvida é a maior prova que temos sobre a existência de Deus. E o mais importante é que Jesus era
“Emanuel” (Mt 1.23), que significa “Deus conosco”. Isto significa que “Deus morou entre os homens
durante 33 anos e eles não perceberam Deus”. Jesus veio revelar Deus aos homens (Lc 10.22),
como ele mesmo disse: “Quem me vê a mim vê ao Pai” (Jo 14.9). Deus “se fez carne e habitou entre
nós” (Jo 1.1-14).
CONCLUSÃO
Desde que o tempo teve início, o homem tem procurado descrever ou retratar Deus por meio de
figuras, pinturas e de palavras descritivas. Porém, tem sempre falhado nestas descrições humanas. A
natureza de Deus melhor se revela pelo que Ele é. Deus é Espírito, Infinito, Eterno e Imutável em seu Ser,
Sabedoria, Poder, Santidade, Justiça, Bondade e Verdade. O materialismo despreza a distinção entre
mente e matéria. A espiritualidade é fundamental à existência de Deus. Ele é o Agente, Ator, Ser Vivo e o
Espírito de Vida. A verdade da espiritualidade de Deus é revelada em nosso ser espiritual. Deus, sendo
Espírito, é incorpóreo, invisível, sem substância material, sem partes ou paixões físicas e, portanto é
livre de todas as limitações temporais. Verifica-se, portanto, que Deus, na qualidade de Espírito, deve
ser apreendido não pelos sentidos do corpo, mas sim pelas faculdades da alma, vivificadas e iluminadas
pelo Espírito Santo. Por isso, deve ser adorado em espírito e em verdade (Jo 4.24). A função principal
do teólogo é mostrar todas estas verdades a respeito de Deus para o povo.

Arrependimento

1. “Arrependei-vos…” (At 3.19). O arrependimento é o passo inicial para que aconteça o avivamento
individual e coletivo. Arrependimento é o pesar sincero por algo que se tenha feito; é
quebrantamento espiritual e contrição de coração. No Sl 51.17, após se arrepender profundamente
do seu pecado, Davi descobriu que o que move o coração de Deus não são os animais inocentes que
eram sacrificados para fazer expiação pelo pecador, mas sim um espírito quebrantado e um coração
compungido e contrito.
2. O arrependimento do homem provoca o próprio arrependimento de Deus. Como acontece isso?
Quando o homem se arrepende de seu pecado, Deus também se arrepende de castigá-lo por causa do
pecado. Veja o que diz a Palavra de Deus: “No momento em que eu falar contra uma nação e contra
um reino, para arrancar, e para derribar, e para destruir, se a tal nação, contra a qual falar, se
converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.” (Jr 18.7-8)
3. Em Jn 3.9-10, após os ninivitas se arrependerem no pó e na cinza, disseram: “Quem sabe se se
voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos? E
Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal
que tinha dito lhes faria e não o fez.”
4. Em Jl 2.13-14, o profeta Joel descreve a compaixão divina sobre os penitentes, dizendo: “Rasgai o
vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus; porque ele é
misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência e se arrepende do mal.
Quem sabe se se voltará, e se arrependerá, e deixará após si uma bênção…”
II. CONVERSÃO
1. “… e convertei-vos…” (At 3.19) A conversão é o segundo passo para o avivamento. Conversão é
uma mudança de atitude e adesão a uma nova forma de viver. O arrependimento sincero do pecador
sempre vem acompanhado de uma conversão genuína. Arrepender-se não é o mesmo que converter￾se. A pessoa pode se arrepender sinceramente de algo que praticou sem se converter. Arrepender-se
é sentir o peso do mal que praticou e deixar de pecar. Porém converter-se é a adesão a uma nova
vida em Cristo.
2. Em 2Cr 7.14, a Bíblia diz: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e
buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei
os seus pecados, e sararei a sua terra.” Deus exige a conversão, tanto do pecador, como dos crentes.
Não existe conversão única e automática. Sempre estamos precisando nos converter de algum
caminho mau (Sl 139.23-24).
3. Em Is 55.7, o Senhor nos aconselha, dizendo: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os
seus pensamentos e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus,
porque grandioso é em perdoar.” Aqui, Deus manda o ímpio se converter.
4. Em Jl 2.12, o profeta Joel ainda escreve, dizendo: “Ainda assim, agora mesmo diz o SENHOR:
Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.” Aqui,
Deus manda o seu povo se converter.
CONCLUSÃO
Arrependimento e conversão são dois passos fundamentais para que o avivamento venha. Os tempos
de refrigério pela presença do Senhor voltarão para os salvos; e os pecadores se converterão ao Senhor
(Sl 51.12-13). Oremos como Jeremias, dizendo: “Converte-nos, SENHOR, a ti, e nós nos converteremos;
renova os nossos dias como dantes.” (Lm 5.21)

domingo, 30 de setembro de 2018

Os 153 espécies de peixes?

O PEIXE COMO SÍMBOLO DE ALMAS
1. Em Mt 4.18-19, o Senhor Jesus Cristo disse a Pedro e André: “Vinde após mim, e eu vos farei
pescadores de homens”.
2. Em Lc 5.10, após a primeira pesca milagrosa, Jesus disse a Simão Pedro: “Não temas; de agora em
diante, serás pescador de homens.”
3. Em Jo 21.1-17, o apóstolo João escreve que, após a ressurreição de Jesus, na segunda pesca
milagrosa, os discípulos pegaram 153 grandes peixes.
4. Segundo Jerônimo, tradutor da Vulgata Latina, um zoólogo anterior ao apóstolo João afirmava haver
no mar Mediterrâneo 153 espécies de peixes. Assim, a Igreja de Jesus, como uma rede lançada ao
“mar de povos”, atingiria todas as espécies de pessoas que compõem a humanidade.
5. O pensamento do grande teólogo Jerônimo achou respaldo bíblico para esta suposição em Ez 47.10,
ao mencionar uma “multidão excessiva” de peixes segundo suas espécies no “mar Grande”, que é o
mesmo mar Mediterrâneo.
6. Em Mt 13.47-49, o Senhor Jesus Cristo afirmou que o Reino dos Céus é semelhante a uma rede
lançada ao mar e que apanha toda qualidade de peixes.
7. Foi o próprio Jesus quem nos identificou como peixes perdidos no meio das águas turvas deste
mundo, os quais precisam ser pescados pelos “pescadores de homens” que Ele escolheu para tão
nobre função (Mt 4.19).
8. O nosso Deus é o Deus da segunda oportunidade. Talvez Pedro achasse que já estava tudo acabado
para o seu ministério, por ter negado a Jesus, cerca de três noites atrás. Entretanto, o Senhor Jesus
não só renovou o amor de Pedro para com Ele, como também lhe delegou mais responsabilidade
ainda, reafirmando a sua vocação de ganhar almas e fortalecer os seus irmãos (Jo 21.15-17).
CONCLUSÃO
Em At 2.14-41, após a descida do Espírito Santo, Pedro assumiu o papel que Jesus lhe incumbira e
realizou uma pesca milagrosa de almas para o Reino de Deus, quando quase 3 mil almas aceitaram a
Cristo como Salvador!

sábado, 15 de setembro de 2018

A Oração de Jesus

1 Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é
[a]chegada a hora; glorifica a teu
Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti,
2 assim [b]como lhe deste poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos
[c]quantos lhe deste.
3 E [d]a vida eterna é esta: que conheçam a ti só [e]por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo,
[f]a quem
enviaste.
4 Eu [g]glorifiquei-te na terra,
[h]tendo consumado a obra
[i]que me deste a fazer.
5 E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha
[j]contigo antes que o
mundo existisse.
6 Manifestei
[k]o teu nome aos homens
[l]que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a
tua palavra.
7 Agora, já têm conhecido que tudo quanto me deste provém de ti,
8 porque lhes dei as palavras
[m]que me deste; e eles as receberam,
[n]e têm verdadeiramente conhecido
que saí de ti, e creram que me enviaste.
9 Eu rogo por eles; não [o]rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.
10 E todas as minhas coisas são tuas,
[p]e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado.
11 E [q]eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo,
[r]guarda em
teu nome aqueles que me deste,
[s]para que sejam um,
[t]assim como nós.
12 Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome.
[u]Tenho guardado aqueles que tu me deste,
[v]e nenhum deles se perdeu, senão o [w]filho da perdição,
[x]para que a Escritura se cumprisse.
13 Mas, agora, vou para ti e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos.
14 Dei-lhes
[y]a tua palavra,
[z]e o mundo os odiou, porque não são do mundo,
[a]assim como eu não sou do
mundo.
15 Não peço que os tires do mundo,
[b]mas que os livres do mal.
16 Não [c]são do mundo, como eu do mundo não sou.
17 Santifica-os
[d]na verdade;
[e]a tua palavra é a verdade.
18 Assim [f]como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.
19 E por eles
[g]me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.
20 Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim;
21 para
[h]que todos sejam um,
[i]como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em
nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
22 E eu dei-lhes a glória que a mim me deste,
[j]para que sejam um, como nós somos um.
23 Eu neles, e tu em mim,
[k]para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu
me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim.
24 Pai,
[l]aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a
minha glória que me deste;
[m]porque tu me hás amado antes da criação do mundo.
25 Pai justo,
[n]o mundo não te conheceu; mas
[o]eu te conheci,
[p]e estes conheceram que tu me enviaste a
mim.
26 E eu [q]lhes fiz conhecer o teu nome e lho farei conhecer mais, para que o amor com [r]que me tens
amado esteja neles, e eu neles esteja.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O Juízo Final.

Este texto sagrado revela o momento do grande Julgamento Final. O Juízo Final, ou Juízo do Grande
Trono Branco, será, sem dúvida, o último e mais terrível julgamento que já houve em toda a história do
Universo. Não existe, em toda a história, desde que o mundo foi criado, um julgamento que se compare
ao Julgamento do Grande Trono Branco. Não há juízo similar na história que se compare ao terrível e
assustador Juízo Final do Grande Trono Branco. Não há tribunal humano, por mais exuberante que seja,
que se compare ao Tribunal Divino que será armado no mais alto lugar do Universo para julgar toda a
humanidade pecadora, que recusou a oferta gratuita de salvação, oferecida por Deus, por meio de Cristo
Jesus. A santidade e a justiça de Deus exigem a existência de um juízo final. Se não existisse um juízo
final, a história não teria sentido. Vejamos:
PREVISÃO PROFÉTICADO JUÍZO FINAL NAS ESCRITURAS
1. Os grandes profetas do Antigo Testamento vinham proclamando o grande e terrível Dia do Senhor,
no qual todos os ímpios serão julgados. O Juízo Final foi previsto desde tempos imemoriais por
meio dos santos profetas e apóstolos de Jesus Cristo (Sl 9.7,17; 75.7; 98.9; Is 33.22; Tg 3.12 etc.).
2. Jesus Cristo é o Supremo Juiz do Universo, que presidirá o Julgamento Final (Rm 2.16; 2Tm 4.1).
Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, o julgamento futuro sempre foi atribuído a Deus Pai.
Porém, o próprio Jesus declarou, em Jo 5.22, que “o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o
juízo”. Portanto, a conclusão lógica é que Jesus Cristo é o Supremo Juiz do Universo. O Homem da
Cruz deverá também ser o Homem do Trono Branco. Ele, que é o atual Salvador do homem, será o
seu futuro Juiz no Julgamento Final. Ele, que é o atual Advogado dos homens, também será o seu
futuro Juiz no Trono Branco.
3. Em Jó 34.12 a Bíblia afirma: “Também, na verdade, Deus não procede impiamente; nem o Todo￾Poderoso perverte o juízo.” Os homens poderosos, acostumados a subornarem os juízes dos
tribunais para perverterem o juízo, estarão diante do Perfeito Juiz do Universo, que não aceita nem
precisa de suborno!
4. Em Jó 34.23 a Palavra de Deus afirma: “Porque não precisa considerar muito no homem para o
fazer ir a juízo diante de Deus.” Deus sonda e conhece os corações corruptos dos homens (Jr 17.9-
10).
5. Em Ec 12.14 o sábio Salomão escreve: “Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que
está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.”
6. Em Jo 16.8-11 Jesus afirma que o próprio Espírito Santo seria enviado para convencer o mundo do
pecado, da justiça e do juízo.
7. Em At 17.31 Paulo afirmou perante o Areópago em Atenas que Deus estabeleceu um dia em que há
de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos,

ressuscitando-o dentre os mortos.
8. Em 2Tm 4.1 Paulo revela a Timóteo quem será esse Juiz, dizendo: “Conjuro-te, pois, diante de Deus
e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino…”
9. O juízo divino que virá sobre o homem pecador é tão certo quanto é certa a morte para todo ser
humano. Em Hb 9.27 a Bíblia afirma: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez,
vindo, depois disso, o juízo…”
10. Neste julgamento do Juízo do Grande Trono Branco, em vez de pilhas de processos, os livros
abertos farão a produção processual das provas, as quais ninguém poderá contestar (Rm 2.16;
1Co 4.5; Hb 4.13; Ap 20.12).
CONCLUSÃO
Antes do Juízo do Grande Trono Branco, Deus julgará o seu povo e retribuirá a cada um segundo as
suas ações, atitudes e motivações para com o Reino de Deus aqui na terra (1Co 3.12-15; 2Co 5.10). O
julgamento do povo de Deus será um juízo de avaliação, e não de condenação. Porém, o Juízo Final será
um julgamento de condenação e definição dos tipos de penalidades e punições dos pecadores
sentenciados (Ap 20.11-15).

O número 7 na Bíblia. Sete perfeição.

Este texto sagrado descreve a visão admirável que João teve de sete anjos com os sete últimos
flagelos para consumarem a ira de Deus. O número sete é um dos algarismos mais importantes da
aritmética bíblica. O número sete nos transmite a ideia de totalidade, interação, conclusão, perfeição e
consumação. Sete é o número máximo de Deus, o número limite de Deus nos seus planos para com o
homem. O primeiro versículo da Bíblia no original hebraico possui sete palavras (Gn 1.1). A Bíblia é um
livro séptuplo. A Bíblia começa com sete e termina com sete. Assim como Moisés iniciou a Bíblia com
sete palavras hebraicas (Gn 1.1), assim, também, o apóstolo João terminou de escrever a Bíblia com sete
palavras proferidas por sete trovões (Ap 10.3-4), que são manifestações da poderosa voz de Deus
(Êx 19.16-18; Ap 11.19). Sete é o número da perfeição divina e nos traz muitas outras lições importantes.
Vejamos:
AIMPORTÂNCIADO NÚMERO SETE NAS ESCRITURAS
1. Em Gn 2.2-3 a Bíblia afirma que Deus descansou de toda a sua obra que fizera no sétimo dia e
abençoou o sétimo dia. Depois que Noé entrou na arca, Deus esperou sete dias para enviar o dilúvio
sobre a terra (Gn 7.10).
2. Em Gn 12.1-3 Moisés escreve que sete promessas foram feitas por Deus a Abraão por ocasião de
sua chamada. Isaque também proferiu sete bênçãos sobre o seu filho Jacó (Gn 27.28-29).
3. Em Gn 33.3 a Palavra de Deus afirma que Jacó prostrou-se sete vezes por terra como símbolo
máximo de humilhação por ocasião da sua reconciliação com o seu irmão Esaú.
4. Em Gn 41.26-39 a Bíblia afirma que a interpretação do sonho de Faraó feita por José foi de sete
anos de fome e sete anos de fartura.
5. Em Êx 29.35-37 Moisés escreve que os sacerdotes deveriam ser ungidos sete vezes com óleo.
Moisés aspergiu o altar sete vezes com o óleo da unção (Lv 8.10-11). O leproso era declarado
limpo depois de aspergido sete vezes (Lv 14.7).
6. Em Lv 25.4 a Bíblia afirma que a cada sétimo ano os filhos de Israel não poderiam fazer plantações,
pois era o ano de descanso. O Ano do Jubileu ocorria após sete semanas de anos (Lv 25.8-10).
7. Em Js 6.15-16, na conquista de Jericó, o povo rodeou a cidade durante sete dias; e na sétima volta
do sétimo dia, o povo gritou, e as muralhas de Jericó caíram por terra.
8. Em 2Rs 5.10-14 Naamã foi purificado da lepra após ter mergulhado sete vezes no rio Jordão. A
Bíblia afirma: “Em seis angústias, te livrará; e, na sétima, o mal te não tocará” (Jó 5.19).
9. Em Sl 12.6 o salmista afirma que a Palavra de Deus é purificada e refinada sete vezes na fornalha.
O salmista afirmou também que louvava ao Senhor sete vezes ao dia (Sl 119.164).
10. Em Pv 9.1 Salomão escreve que a “casa da sabedoria” possuía sete colunas lavradas. A Bíblia
também diz que sete vezes cairá o justo e se levantará (Pv 24.16).

11. Em Is 11.2 o profeta Isaías escreve que sete “Espíritos” repousariam sobre o Messias. A chave da
profecia bíblica será desvendada em setenta semanas proféticas de sete anos (Dn 9.24-27).
12. Em Zc 4.10 o profeta Zacarias falou dos sete olhos do Senhor que percorrem toda a terra. Em
Mt 18.21-22 Pedro achava que só deveria perdoar o irmão sete vezes, porém, Jesus aconselhou
perdoar setenta vezes sete.
13. Em At 6.3 foram escolhidos sete homens cheios do Espírito Santo como os primeiros sete obreiros
da Igreja Primitiva.
14. O número sete ocorre mais de 50 vezes no Apocalipse. Por inspiração divina, Gênesis e Apocalipse
são os dois livros que mais mencionam o número sete na Bíblia. O Apocalipse é destinado às sete
igrejas na Ásia; e sete “Espíritos” se acham diante do trono de Deus (Ap 1.4). João teve uma visão
de sete “castiçais de ouro” (Ap 1.12). O Senhor Jesus Cristo tinha na sua destra sete “estrelas”
(Ap 1.16). São mencionados sete “anjos” das sete “igrejas” (Ap 1.20). Diante do trono de Deus
ardem sete “tochas de fogo” (Ap 4.5). Havia um livro selado com sete “selos” na mão de Deus
(Ap 5.1). João viu no meio do trono um Cordeiro com sete chifres e sete olhos (Ap 5.6). O Cordeiro
recebe sete “máximas de exaltação”, conhecidas como as “sete dignidades do Cordeiro de Deus”
(Ap 5.12). Sete anjos com sete trombetas se achavam em pé diante de Deus (Ap 8.2). Sete “trovões”
desferiram as suas próprias vozes (Ap 10.4-5). Miguel foi visto pelejando contra um dragão
vermelho com sete cabeças e sete diademas (Ap 12.3-11). Foi vista uma besta com sete cabeças
subindo do mar (Ap 13.1). Foram vistos sete anjos tendo os sete últimos flagelos da ira de Deus
(Ap 15.1). Sete anjos derramam as sete taças da ira de Deus sobre a terra (Ap 16.1). Sete mil
pessoas morreram em um terremoto por ocasião da trasladação das duas testemunhas (Ap 11.12-13).
Foi vista uma mulher montada numa besta de sete cabeças (Ap 17.3). Na interpretação dada pelo
anjo a João, as sete cabeças são sete montes e sete reis (Ap 17.9). Existem sete bem-aventuranças
no Livro do Apocalipse (Ap 1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7; 22.14) etc.
CONCLUSÃO
Na numerologia do mundo, sete é o número da mentira. Porém, na numerologia bíblica, sete é o
número da perfeição e da verdade divina! Sete é o número da sabedoria universal, porque existem várias
coisas no Universo e na história que se completam com o número sete. Exemplos: sete dias da semana,
sete notas musicais, sete cores do arco-íris, sete maravilhas do mundo antigo, sete pessoas completam um
júri criminal, foram eleitos sete pecados capitais que os homens mais cometem e foram eleitas também as
sete maiores virtudes que o homem deve seguir — que são a fé, a esperança, o amor, a justiça, a
prudência, a temperança e a constância.

O Senhor Deus é perfeito.

Esse texto sagrado revela que Deus é perfeito em conhecimento. A perfeição pode ser definida como
algo sem falha ou erro; plenitude do êxito e da total realização. A perfeição de Deus indica que Ele é
completo em si mesmo; não tem falta de nada e não comete falhas nem erros. Ele é o nosso modelo de
perfeição. Ele é perfeito em todo o seu Ser. Ele é absolutamente perfeito! O Senhor é perfeito! Sendo
perfeito, Deus pode cobrar a perfeição dos seus filhos. Entretanto, a perfeição que Deus cobra do homem
é dentro das próprias limitações humanas (Sl 103.14). Os estudiosos das línguas originais o chamam de
Adonai-Shalém, “O Senhor é perfeito”.
O DEUS PERFEITO COBRATAMBÉM PERFEIÇÃO DOS SEUS
FILHOS NAS ESCRITURAS
1. Em Gn 17.1, vemos que “sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a
Abrão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito”. O grau de
perfeição que Deus exige dos seus filhos pode não ser o que entendemos por perfeição, mas o que
Deus deseja que sejamos!
2. Em Êx 12.5, Moisés escreveu que o cordeiro oferecido por cada família israelita deveria ser sem
defeito; portanto, perfeito. Isso tipificava a perfeição de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o
pecado do mundo (1Pe 1.18-19).
3. Em Nm 19.2, vemos que a novilha vermelha, oferecida em holocausto para se fazer a água
purificadora, deveria ser perfeita; sem defeito. Isso tipificava também o perfeito sacrifício de Cristo
(Hb 10.12).
4. Em Dt 18.13, a Palavra de Deus nos aconselha: “Perfeito serás, como o SENHOR, teu Deus”.
5. Em Dt 32.4, Moisés descreve o Senhor como uma Rocha perfeita, dizendo: “Ele é a Rocha cuja obra
é perfeita, porque todos os seus caminhos juízos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo
e reto é”.
6. Em 2Sm 22.31, Davi afirma que: “O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do SENHOR, refinada;
ele é o escudo de todos os que nele confiam”.
7. No Sl 19.7, o salmista afirma: “A lei do SENHOR é perfeita e refrigera a alma; o testemunho do
SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices”.
8. Em Pv 4.18, Salomão afirma: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando
mais e mais até ser dia perfeito”.
9. Em Mt 5.48, Jesus disse: “Sede vós, pois, perfeitos como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”.
10. Em Rm 12.2, Paulo diz: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela
renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus”.
11. Em 1Co 13.10, Paulo escreveu: “Mas, quando, vier o que é perfeito, então, o que o é em parte será
aniquilado”.
12. Em Ef 4.13, Paulo também escreveu: “Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento
do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”.
13. E, em Hb 7.28, o escritor sagrado afirma que Deus “constitui o Filho, perfeito para sempre”.
CONCLUSÃO
Em Tg 1.17, Tiago disse que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm lá do alto, descendo do Pai
das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”. O Senhor é perfeito e absoluto! O SENHOR
É PERFEITÍSSIMO! Em Gn 1.31, lemos que “Viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom”.
Portanto, o nosso Deus é perfeito, e tudo o que Ele faz é perfeito também

Grande Deus.

Esse texto sagrado revela: “Deus é mui grande; contudo, a ninguém despreza; grande é em força de
coração”. Sendo um Deus grande e poderoso, tudo o que se relaciona a Deus é grande. O nosso Deus é
grande e realiza coisas grandes. Ele é grande e promete coisas grandes. Sua misericórdia é grande! Seu
amor é grande! Sua bondade é grande! Sua compaixão é grande! Sua sabedoria é grande! Seu poder é
grande! Seu povo é grande! Sua Igreja é grande! Seu trono é grande! Sua força é grande! E sua graça é
grandiosa!
AS GRANDEZAS DE DEUS NABÍBLIA
1. Em Gn 12.2, Ele prometeu fazer de Abraão uma grande nação.
2. Em Gn 15.1, Ele prometeu a Abraão um galardão sobremodo grande.
3. Em Gn 45.7, seu Livramento é grande!
4. Em Dt 4.37, sua Força é grande!
5. Em Dt 5.22, sua voz é grande!
6. Em Dt 6.22, seus sinais e maravilhas são grandes e terríveis!
7. Em 1Rs 3.6, sua beneficência é grande!
8. Em 2Cr 2.5, sua casa é grande!
9. Em Ne 6.3, sua obra é grande!
10. Em Ne 8.6, Ele é o grande Deus bendito!
11. Em Jó 9.10, as coisas que Ele faz são grandes demais para serem esquadrinhadas!
12. No Sl 31.19, a sua bondade é grande.
13. No Sl 86.13, a sua misericórdia é grande!
14. No Sl 92.5, suas obras são grandes!
15. No Sl 126.3, as coisas que Ele faz por nós são grandes!
16. No Sl 138.5, sua glória é grande!
17. No Sl 145.3, sua grandeza é inescrutável!
18. Em Lm 3.23, sua fidelidade é grande!
19. Em Zc 9.17, sua formosura é grande!
20. Em Ml 1.11, seu nome é grande entre as nações!
21. Em Ml 1.14, Ele é o grande Rei!
22. Em Mt 4.16, sua luz é grande!
23. Em Mt 9.37, sua seara é grande!
24. Em 1Co 16.9, sua porta é grande e eficaz!
25. Em Ef 2.4, o seu amor é grande!
26. Em Hb 2.3, a sua salvação é grande!
27. Em Hb 10.35, o seu galardão é grande!
28. Em 2Pe 1.4, suas promessas são grandes e preciosas!
CONCLUSÃO
No Sl 77.13, o salmista faz um desafio: “Que deus é tão grande como o nosso Deus?” O nosso Deus é
grande, e a sua grandeza é insondável! Nunca é demais exaltar a suprema grand

Deus não ouvirá gritos vazios.

A expressão “Certo é que Deus não ouvirá a vaidade” também significa: “Deus não ouvirá gritos
vazios”. Muito se fala e se prega sobre avivamento, e muitos pensam que avivamento é só barulho e
gritaria frenética. Porém, o que é avivamento? De acordo com os dicionários, avivamento é a ação ou
efeito de avivar-se, despertar, acordar, dar mais vivacidade ou tornar algo mais vivo. Teologicamente,
avivamento é reacender a chama apagada e reatiçar o fogo divino em nosso coração; é voltar a ter apetite
pelas coisas de Deus e desejar buscá-lo mais intensamente. Entretanto, nós temos a opinião de vários
avivalistas do passado e do presente sobre avivamento, além da definição dos escritores sagrados e do
próprio Cristo sobre avivamento. Vejamos.
DEFINIÇÃO DE AVIVAMENTO FEITAPOR IMPORTANTES
HOMENS DAHISTÓRIA
1. Para o célebre ganhador de almas David Moody, “o avivamento é um movimento do Espírito
Santo”. Essa afirmativa acha respaldo bíblico em At 1.8; 2.1-4.
2. Para o grande avivalista americano Charles Finey, “avivamento é um novo começo de obediência a
Deus”. Essa afirmativa acha respaldo bíblico em 2Cr 15.1-8.
3. Ainda para o grande avivalista americano Charles Finney, “todos os ministros devem ser ministros
de avivamento, e toda a pregação deve ser pregação de avivamento”. Essa afirmativa acha respaldo
bíblico em 1Co 2.4-5.
4. Para o grande evangelista mundial Billy Graham, “todo avivamento que já aconteceu na história do
mundo ou na história da igreja deu grande ênfase à santidade de Deus”. Essa afirmativa acha
respaldo bíblico em 2Cr 29.1-5.
5. Para o professor itinerante da Bíblia Arthur Wallis, “o avivamento é a intervenção divina no curso
normal das coisas espirituais; é o Senhor desnudando o seu braço e operando com extraordinário
poder sobre santos e pecadores”. (Veja Is 52.10; 59.1-2.)
6. Para o ministro inglês e defensor da renovação na Igreja Edwin Orr, a melhor definição de
avivamento é “tempos de refrigério na presença do Senhor”. (Veja At 3.19.)
7. Para o importante teólogo inglês J.Packer, “avivamento significa a obra de Deus restaurando a uma
igreja, de maneira incomum, aos padrões que o Novo Testamento estabelece como inteiramente
comuns”. Isto significa que avivamento pode ser definido como o retorno aos princípios que
caracterizavam a Igreja Primitiva. (Veja At 2.42-47.)
8. De acordo com Wilbur Smith, “um avivamento provém de Deus, ou então não é absolutamente
avivamento”. (Veja At 5.33-39.)
9. De acordo com Arthur Wood, “em certo sentido, o Pentecostes nunca mais poderá acontecer de

Não podemos olhar para trás. Veja o fim da mulher de Ló.

A mulher de Ló, cujo nome não é mencionado na Bíblia, é lembrada por ter sido transformada numa
estátua de sal, ao desobedecer à ordem divina de não olhar para trás. Seu exemplo negativo é tão
exortador para nós que o próprio Jesus nos advertiu: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc 17.32).
AIMPORTÂNCIADAMULHER DE LÓ NAS ESCRITURAS
1. A mulher de Ló viveu em um ambiente familiar que privilegiava apenas as coisas materiais
(Gn 13.5-7).
2. A mulher de Ló enquanto vivia na companhia de Abraão e Sara deve ter sido influenciada pelas
experiências espirituais de Abraão e Sara com Deus. Porém, quando passou a habitar no ambiente
mundano e corrupto de Sodoma e Gomorra, provavelmente perdeu todo o resquício de temor de
Deus que ainda restava em seu coração (Gn 13.11-13).
3. Ló e sua família já haviam sido advertidos dos perigos de Sodoma e Gomorra desde quando foram
levados cativos; e, se não fosse por Abraão, que mais uma vez os socorreu, certamente teriam
perecido na ocasião (Gn 14.12-16). Aquela era a hora de eles terem abandonado aquele lugar hostil
e voltado para perto de Abraão.
4. Ao continuarem morando no meio da sociedade hostil e imoral de Sodoma, a mulher de Ló foi se
acostumando com o pecado, pois parece que o que importava era o conforto material que Sodoma
lhe proporcionava (Gn 18.16-21).
5. O coração de Ló e o de sua família estavam tão apegados ao ambiente de Sodoma que os anjos
tiveram trabalho para convencerem-nos a sair de lá (Gn 19.15-18). Precisou o anjo puxá-los pela
mão e quase tirá-los à força daquele lugar pecaminoso prestes a ser destruído.
6. A ordem do anjo — “não olhes para trás de ti e não pares em toda esta campina; escapa lá para o
monte, para que não pereças” (Gn 19.17) — foi desobedecida pela mulher de Ló; por isso, a mesma
foi transformada numa estátua de sal (Gn 19.26).
7. A frase “olhou para trás”, em hebraico, significa literalmente “demorou-se”, indicando que os
desejos dela, relativos ao conforto perdido, eram bem mais fortes do que seu interesse pela
salvação gratuitamente oferecida pelo Senhor. Ou seja, o corpo da mulher de Ló havia sido tirado de
Sodoma; porém, o seu coração ainda estava lá.
8. A mulher de Ló foi tomada pelo Senhor Jesus como exemplo para advertir-nos quanto à época da
Sua volta. O fato de ela ser a única mulher que a Palavra de Deus manda que nos lembremos
adverte-nos para não repetirmos os mesmos erros dela (Lc 17.32).

Ninrode na escritura.

Ninrode foi o primeiro homem a ser “poderoso na terra” (Gn 10.8). O anticristo será o último
homem poderoso na terra (2Ts 2.8-9).
2. Ninrode foi o primeiro homem a fundar um reino na terra (Gn 10.10). O anticristo será o último
homem a fundar um reino na terra (Ap 17).
3. Babel foi o princípio do reino de Ninrode (Gn 10.10). Babilônia será o final do reino do anticristo
(Ap 18.9-10).
4. O Senhor destruiu o sistema babélico de Ninrode (Gn 11.8-9). O Senhor destruirá o sistema
babilônico do anticristo (Ap 18.21).
5. O plano elaborado por Ninrode para a construção da Torre de Babel era um plano diabólico e, além
disso, insultava Deus. Observe o intento por trás deste plano: “Edifiquemos nós uma cidade e uma
torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome…” (Gn 11.4).
6. Compare o plano de Ninrode com o plano de Lúcifer, em Isaías 14.14, e veja que existe muita
semelhança. No plano babélico, o objetivo era que o topo da torre chegasse ao céu; no plano
luciferiano, o objetivo era estabelecer seu trono nas alturas e ser semelhante ao Altíssimo. Percebe￾se a arrogância desses dois planos. Porém, todos os dois planos foram frustrados pela intervenção
divina.
7. Em 2Ts 2.3-4, Paulo afirma que nos últimos tempos será revelado o “homem do pecado, o filho da
perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou se adora, de sorte que se
assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”.
8. Entretanto, “será revelado esse iníquo, a quem o Senhor desfará pelo sopro da sua boca e aniquilará
pelo esplendor de sua vinda” (2Ts 2.8).
CONCLUSÃO
Muitos protótipos do anticristo surgiram ao longo da história, numa demonstração clara da
manifestação futura do “homem do pecado”, o anticristo. Isso confere com o que João escreveu:
“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

O que aprendemos de Noé.

Esse texto bíblico destaca a forma como Noé alcançou graça diante do Senhor. Noé entrou para a
história como o fundador de uma nova humanidade. Toda a raça humana havia sido eliminada por uma
terrível catástrofe universal chamada Dilúvio, com exceção dele e de sua família. Coube a Noé o título
de progenitor da nova raça humana que sobreviveu ao Dilúvio Universal. Seu nome, “Noé”, significa
“repouso”, “consolo”, “descanso”, o que condiz com sua história dramática de sobrevivência, ao tornar￾se um “consolo” para toda a espécie sobrevivente na terra.
AIMPORTÂNCIADE NOÉ NAS ESCRITURAS
1. Noé viveu no meio de uma civilização pagã que estava prestes a ser exterminada da terra (Gn 6.7),
porque a maldade humana havia enchido a medida de Deus (Gn 6.5-6).
2. Em Gn 6.8, a Bíblia deixa bem claro que Noé era a única exceção disso: “Noé, porém, achou graça
ao olhos do SENHOR” (Gn 6.8). Não significa que Noé fosse perfeito, e sim que Deus viu algo
especial nele que o diferenciava de todos os seus contemporâneos.
3. Em Gn 6.9, está escrito: “Estas são as gerações de Noé: Noé era varão justo e reto em suas
gerações; Noé andava com Deus”.
4. Em Gn 6.22, a Bíblia celebra a obediência de Noé, dizendo: “Assim fez Noé; conforme tudo o que
Deus lhe mandou, assim o fez”. O projeto de construção da Arca da Salvação, ordenado por Deus,
havia sido plenamente executado por Noé.
5. Em Gn 7.1, Deus confirma a diferença que Noé fazia no meio da sua geração, dizendo: “Entra tu e
toda a tua casa na arca, porque te hei visto justo diante de mim nesta geração”.
6. Em Gn 8.20, a Bíblia revela a dedicação de Noé ao Senhor, ao prestar um culto de adoração ao
Senhor, edificando-lhe um altar em gratidão por tão grande salvação, e o Senhor aceitou e aprovou o
seu sacrifício (Gn 8.20-22).
7. Em Gn 9.1, Noé e sua família recebe a bênção da frutificação e da multiplicação, para celebrar um
novo recomeço para a humanidade: “Abençoou Deus a Noé e a seus filhos e disse-lhes: frutificai, e
multiplicai-vos, e enchei a terra”.
8. Em Gn 9.8-17, Deus celebra uma aliança perpétua com Noé e seus descendentes, utilizando o arco-
íris colorido que aparece nas nuvens como símbolo universal daquela aliança.
9. Em Gn 9.20-23, a Bíblia não oculta os erros de Noé, apenas revela que, embora fosse o fundador de
uma nova humanidade, continuava ainda pecador, tanto quanto seu antepassado Adão. Tal fato
apenas reforça que Noé possuía algumas virtudes importantes; porém, isso não era suficiente para
torná-lo merecedor de tão grande salvação. O mérito foi da graça do Senhor, e não de Noé (Gn 6.8).
10. Não obstante tudo isto, a Bíblia o celebra como herdeiro do mundo e pregoeiro da justiça (Hb 11.7;
2Pe 2.5).