10.1 AS GERAÇÕES DOS FILHOS DE NOÉ. O propósito do
capítulo 10 é revelar como todas as nações e povos da
terra descendem de Noé e dos seus filhos, após o dilúvio
(v. 32).
10.2-5 OS FILHOS DE JAFÉ. Estes versículos alistam os
descendentes de Jafé, que emigraram para o norte e se
estabeleceram nas terras costeiras dos mares Negro e
Cáspio. Foram os progenitores dos medos, dos gregos e
das raças brancas da Europa e da Ásia.
10.6-20 OS FILHOS DE CAM. Estes versículos alistam os
descendentes de Cam, os quais se fixaram na Arábia
Meridional, no Egito Meridional, na orla oriental do mar
Mediterrâneo e na costa setentrional da África. Os
descendentes de Canaã (vv. 15-19) estabeleceram-se
num território que denominou-se Canaã, território este
que posteriormente se tornou a pátria do povo judeu.
10.21-31 E A SEM NASCERAM FILHOS. Estes versículos
alistam os descendentes de Sem, que se estabeleceram
na Arábia e nas terras do vale do Tigre e do Eufrates, no
Oriente Médio. Foram os hebreus, assírios, sírios e
elamitas.
11.2 NA TERRA DE SINAR. Sinar é o nome que o AT dá ao
território da antiga Suméria e, posteriormente, chamado
Babilônia ou o termo geral Mesopotâmia.
11.4 EDIFIQUEMOS... FAÇAMO-NOS UM NOME. O
pecado do povo na terra de Sinar foi a ambição de
dominar o mundo e dirigir o seu próprio destino, à parte
de Deus, através da união política centralizada, poder e
grandes conquistas. Esse desígnio era fruto do orgulho e
rebeldia contra Deus. Deus frustrou o propósito deles,
multiplicando idiomas em seu meio, de tal maneira que
não podiam comunicar-se entre si (vv. 7,8). Isso deu
origem à diversidade de raças e idiomas no mundo.
Nesse tempo, a raça humana deixando a Deus, voltou-se
para a idolatria, a feitiçaria e a astrologia (Is 47.12; ver Êx
22.18 nota; Dt 18.10 nota). As funestas consequências
deste estado espiritual nos seres humanos são descritas
em Rm 1.21-28. Deus os entregou à impureza dos seus
próprios corações (Rm 1.24,26,28), e, com Abrão, Ele
prosseguiu dando cumprimento ao propósito da
salvação da raça humana (ver v. 31 nota).
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Os filhos de Noé.
Enoque exemplo de vida com Deus.
5.22 E ANDOU ENOQUE COM DEUS. Sem dúvida alguma,
Enoque distinguiu-se em piedade. Note-se o que a Bíblia
diz a respeito dele. (1) Ele andou com Deus (vv. 22,24)
i.e., vivia pela fé em Deus, confiava na sua palavra e
promessas (Hb 11.5,6), procurava de toda maneira viver
uma vida santa (cf. 1 Jo 1.5-7) e andava nos caminhos de
Deus (cf. Am 3.3), mantendo-se firme contra a
impiedade da sua geração (Jd 14,15). (2) Enoque era um
pregador de justiça que denunciava o pecado e o modo
ímpio de vida da sua geração. Referindo-se a Enoque,
Judas 14,15 nos diz que ele clamava contra a impiedade
e a imoralidade e advertia as pessoas de que Deus ia
trazer um julgamento sobre os homens e as mulheres
pelos seus atos ímpios: E destes profetizou também
Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é
vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer
juízo contra todos e condenar dentre eles todos os
ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que
impiamente cometeram, e por todas as duras palavras
que ímpios pecadores disseram contra Ele . (3) Enoque
agradou a Deus (Hb 11.5). Sua vida, mensagem e
espiritualidade, agradaram tanto ao Senhor que Ele
honrou-o, tirando-o da terra para estar eternamente na
sua presença, sem provar a morte. Os crentes atuais
devem tomar a vida de Enoque como exemplo, porque
nós, de igual modo, vivemos em meio a uma geração má
e ímpia. Estamos nós andando com Deus, vivendo em
verdadeira santidade, reprovando o pecado e advertindo
as pessoas a fugirem da ira vindoura? (At 3.19,20; 1Ts
1.10). E estamos nós esperando Jesus Cristo para nos
levar desta terra para estarmos para sempre com Ele? (1
Ts 4.16,17).
5.24 DEUS PARA SI O TOMOU. O fato de Enoque ser
levado diretamente ao céu sem provar a morte,
subentende que os justos antes de Abraão, tinham uma
viva esperança da vida futura com Deus (Hb 11.5,10; Jó
19.25,26; 2 Rs 2.10,11).
O casamento
2.24 DEIXARÁ O VARÃO O SEU PAI E A SUA MÃE. Desde
o princípio, Deus estabeleceu o casamento e a família
que dele surge, como a primeira e a mais importante
instituição humana na terra (ver 1.28 nota). A prescrição
divina para o casamento é um só homem e uma só
mulher, os quais tornam-se uma só carne (i.e., unidos em
corpo e alma). Este ensino divino exclui o adultério, a
poligamia, a homossexualidade, a fornicação e o divórcio
quando antibíblico (Mc 10.7-9; ver Mt 19.9 nota).
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
Teologia.
Neste texto sagrado, o governador Festo, impactado com o conhecimento teológico de Paulo,
exclamou, dizendo: “Estás louco, Paulo! As muitas letras te fazem delirar!” Ao reconhecer Paulo como
um homem letrado, Festo notou o grande preparo intelectual de Paulo. Paulo foi o maior teólogo da
Cristandade. O homem sempre buscou conhecer e se aproximar do Criador de todas as coisas. Por isso,
para entender melhor esse Ser Supremo, pesquisadores passaram a estudá-lo intensamente, resultando na
Teologia, o estudo sobre Deus. Assim, tanto teólogos como filósofo tentam descrevê-lo. O teólogo estuda
e analisa as diversas religiões do mundo e sua influência sobre o homem do ponto de vista antropológico
e sociológico. Sua principal fonte de pesquisa são os textos sagrados, as doutrinas e dogmas religiosos.
Vejamos:
AIMPORTÂNCIADATEOLOGIANAS ESCRITURAS
1. A Teologia, estudo de Deus, já foi classificada no passado como a “Rainha das Matérias
Universitárias”, por pesquisar e estudar sobre o maior de todos os mistérios do Universo — Deus.
E também, por ser um dos mais antigos cursos universitários da história. Aliás, as primeiras
universidades da Europa ofereciam basicamente três cursos: Teologia, Filosofia e Direito. Hoje,
com a extrema secularização das universidades, o Curso de Teologia sofre toda a discriminação da
comunidade científica, por sua associação com a religião e pelo fato de ir contra todos os
argumentos e teorias científicas a respeito da origem do homem e do Universo, como a Teoria da
Evolução, Teoria do Big Bang e tantas outras teorias.
2. Entretanto, as previsões teóricas dos sábios deste mundo fracassaram, e a Teologia voltou a ficar em
evidência. Eles previam que o povo perderia o interesse pela religião e, consequentemente, Deus
seria tirado da pauta. Todavia, apesar do materialismo das pessoas, elas resolveram querer Deus e
também a prosperidade econômica. Portanto, Deus nunca saiu e nem jamais sairá da mente humana.
Deus sempre será o assunto principal do mundo. Os maiores conflitos hoje ao redor do mundo ainda
são por questões religiosas.
3. Os Cursos de Teologia voltaram a ser reconhecidos como Curso Superior pelo MEC (Ministério da
Educação). Os teólogos estão cada vez mais se tornando fonte de consulta para os problemas
existenciais da vida humana. Hoje, os teólogos estão sendo convidados para participar em
programas de auditório na televisão, além de programas de debate em rádios, redes sociais e
demais meios de comunicação. A pergunta que Pilatos fez a Jesus é uma pergunta que não se cala:
“Que é a verdade?” (Jo 18.38). Tanto filósofos como teólogos tentam explicar Deus.
4. Para o filósofo grego Platão: “Ele é o começo, meio e fim de todas as coisas. É a metade ou a razão
suprema; a causa eficiente de todas as coisas; eterno, imutável, onisciente, onipotente. Tudo permeia
e tudo controla. É justo, santo, sábio e bom; o absolutamente perfeito, começo de toda a verdade, a
fonte de toda a lei e justiça, a origem de toda a ordem e beleza e, especialmente, a causa de todo o
bem.” Essa descrição foi aceita por muitos teólogos.
5. Já o teólogo cristão Anselmo de Cantuária, o Pai da Escolástica, definiu Deus da seguinte forma:
“Deus é o princípio e o fim de todas as coisas, Ele existe antes, durante e depois de todas as coisas,
pois Ele criou tudo, mantém tudo e permanecerá eterno e imutável depois que todas as coisas
tiverem seu fim. Em tudo se pode notar Deus, pois em cada criatura está uma inscrição de seu
Criador. Ele criou todas as coisas existentes às nossas realidades sensíveis a também aquelas que
nossa limitação sensitiva não é capaz de perceber, somente sofrer suas consequências. Tu estás
inteiro por toda a parte e a tua eternidade é inteira e imperecível. Tu estás de tal maneira fora do
espaço que não há em ti nem meio, nem metade, nem parte alguma. Tu és misericordioso porque és
sumamente bom, e és sumamente bom porque és sumamente justo, deve-se admitir que és
verdadeiramente misericordioso porque és sumamente justo. Portanto, tu és justo conforme a tua
natureza, ó Deus justo e benigno, tanto ao castigar como ao perdoar. Tu não és apenas aquilo de que
não é possível pensar nada maior, mas és, também, tão grande que superas a nossa possibilidade de
pensar-te.” Já dizia o profeta Isaías: “Verdadeiramente, tu és o Deus que te ocultas, o Deus de Israel,
o Salvador.” (Is 45.15)
6. O termo “teologia” foi usado pela primeira vez por Platão, no diálogo “A República”, para referirse à compreensão da natureza divina de forma racional, em oposição à compreensão literária
própria da poesia, tal como era conduzida pelos seus conterrâneos. Mais tarde, Aristóteles
empregou o termo em numerosas ocasiões, com dois significados: (1) teologia como o ramo
fundamental da filosofia, também chamada “filosofia primeira” ou “ciência dos primeiros
princípios”, chamada de metafísica por seus seguidores; e (2) teologia como denominação do
pensamento mitológico imediatamente anterior à filosofia. O teólogo cristão protestante suíço Karl
Barth definiu a Teologia como um “falar a partir de Deus”.
7. O cristianismo produziu grandes teólogos ao longo da história. O apóstolo Paulo foi, sem dúvida, o
maior teólogo da história cristã. A Igreja cristã, em seus quase dois mil anos de história, foi
riquíssima pelo número de teólogos que despontaram em seu meio, eminentes em santidade e
sabedoria. Entre eles estão: Inácio de Antioquia, Clemente de Alexandria, Orígenes, Tertuliano,
Ambrósio, Eusébio, Atanásio, Agostinho, Jerônimo, João Crisóstomo, os quais se destacaram na
Patrística. Anselmo e Tomás de Aquino se destacaram na Escolástica. John Wycliffe, Martinho
Lutero e Calvino, na Reforma, além de tantos outros nomes da história moderna e contemporânea.
8. Definir exatamente quem é Deus não é algo que se pode fazer meramente por palavras. Se não
houvesse uma revelação acima de tudo do próprio Deus ao homem, nunca iríamos compreendê-lo.
Acreditando ou não na existência de Deus, o homem necessita de Deus para compreender a si
mesmo, e eis a questão que definirá o nosso destino eterno. A definição básica que os dicionários
bíblicos dão sobre Deus é esta: “Deus é um Ser existente por si mesmo, Infinito, Supremo, Criador e
Conservador do Universo.”
9. Em Is 57.15, o próprio Deus dá a definição de si mesmo, dizendo: “Porque assim diz o Alto e o
Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também
com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o
coração dos contritos.” Aqui Deus revela a sua transcendência e a sua imanência. Ele é um Deus que
transcende a tudo e está acima de tudo; porém, é um Deus imanente, o qual está bem perto de sua
criação, e mora também dentro do coração das pessoas contritas.
10. A existência e a vinda de Jesus a este mundo estão historicamente comprovadas de tal forma que os
inimigos da fé não podem negar. Eles mesmos são obrigados a sempre mencionar em seus escritos
as datas como a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo). Cristo dividiu a história. Esta sem
dúvida é a maior prova que temos sobre a existência de Deus. E o mais importante é que Jesus era
“Emanuel” (Mt 1.23), que significa “Deus conosco”. Isto significa que “Deus morou entre os homens
durante 33 anos e eles não perceberam Deus”. Jesus veio revelar Deus aos homens (Lc 10.22),
como ele mesmo disse: “Quem me vê a mim vê ao Pai” (Jo 14.9). Deus “se fez carne e habitou entre
nós” (Jo 1.1-14).
CONCLUSÃO
Desde que o tempo teve início, o homem tem procurado descrever ou retratar Deus por meio de
figuras, pinturas e de palavras descritivas. Porém, tem sempre falhado nestas descrições humanas. A
natureza de Deus melhor se revela pelo que Ele é. Deus é Espírito, Infinito, Eterno e Imutável em seu Ser,
Sabedoria, Poder, Santidade, Justiça, Bondade e Verdade. O materialismo despreza a distinção entre
mente e matéria. A espiritualidade é fundamental à existência de Deus. Ele é o Agente, Ator, Ser Vivo e o
Espírito de Vida. A verdade da espiritualidade de Deus é revelada em nosso ser espiritual. Deus, sendo
Espírito, é incorpóreo, invisível, sem substância material, sem partes ou paixões físicas e, portanto é
livre de todas as limitações temporais. Verifica-se, portanto, que Deus, na qualidade de Espírito, deve
ser apreendido não pelos sentidos do corpo, mas sim pelas faculdades da alma, vivificadas e iluminadas
pelo Espírito Santo. Por isso, deve ser adorado em espírito e em verdade (Jo 4.24). A função principal
do teólogo é mostrar todas estas verdades a respeito de Deus para o povo.
Arrependimento
1. “Arrependei-vos…” (At 3.19). O arrependimento é o passo inicial para que aconteça o avivamento
individual e coletivo. Arrependimento é o pesar sincero por algo que se tenha feito; é
quebrantamento espiritual e contrição de coração. No Sl 51.17, após se arrepender profundamente
do seu pecado, Davi descobriu que o que move o coração de Deus não são os animais inocentes que
eram sacrificados para fazer expiação pelo pecador, mas sim um espírito quebrantado e um coração
compungido e contrito.
2. O arrependimento do homem provoca o próprio arrependimento de Deus. Como acontece isso?
Quando o homem se arrepende de seu pecado, Deus também se arrepende de castigá-lo por causa do
pecado. Veja o que diz a Palavra de Deus: “No momento em que eu falar contra uma nação e contra
um reino, para arrancar, e para derribar, e para destruir, se a tal nação, contra a qual falar, se
converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.” (Jr 18.7-8)
3. Em Jn 3.9-10, após os ninivitas se arrependerem no pó e na cinza, disseram: “Quem sabe se se
voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos? E
Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal
que tinha dito lhes faria e não o fez.”
4. Em Jl 2.13-14, o profeta Joel descreve a compaixão divina sobre os penitentes, dizendo: “Rasgai o
vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus; porque ele é
misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência e se arrepende do mal.
Quem sabe se se voltará, e se arrependerá, e deixará após si uma bênção…”
II. CONVERSÃO
1. “… e convertei-vos…” (At 3.19) A conversão é o segundo passo para o avivamento. Conversão é
uma mudança de atitude e adesão a uma nova forma de viver. O arrependimento sincero do pecador
sempre vem acompanhado de uma conversão genuína. Arrepender-se não é o mesmo que converterse. A pessoa pode se arrepender sinceramente de algo que praticou sem se converter. Arrepender-se
é sentir o peso do mal que praticou e deixar de pecar. Porém converter-se é a adesão a uma nova
vida em Cristo.
2. Em 2Cr 7.14, a Bíblia diz: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e
buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei
os seus pecados, e sararei a sua terra.” Deus exige a conversão, tanto do pecador, como dos crentes.
Não existe conversão única e automática. Sempre estamos precisando nos converter de algum
caminho mau (Sl 139.23-24).
3. Em Is 55.7, o Senhor nos aconselha, dizendo: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os
seus pensamentos e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus,
porque grandioso é em perdoar.” Aqui, Deus manda o ímpio se converter.
4. Em Jl 2.12, o profeta Joel ainda escreve, dizendo: “Ainda assim, agora mesmo diz o SENHOR:
Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.” Aqui,
Deus manda o seu povo se converter.
CONCLUSÃO
Arrependimento e conversão são dois passos fundamentais para que o avivamento venha. Os tempos
de refrigério pela presença do Senhor voltarão para os salvos; e os pecadores se converterão ao Senhor
(Sl 51.12-13). Oremos como Jeremias, dizendo: “Converte-nos, SENHOR, a ti, e nós nos converteremos;
renova os nossos dias como dantes.” (Lm 5.21)