quarta-feira, 20 de março de 2019

A separação Espiritual do crente e a Santificação

No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11). (a) Não
devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm
12.2 nota), não amar o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniquidade do
mundo (ver Hb 1.9 nota), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo
(Cl 1.13; Gl 1.4). (b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com Deus
e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo
(Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4 nota). Amar o mundo significa estar em estreita
comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres.
Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele (ver
Lc 23.35 nota). Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos;
Deus não
proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc.
(5) De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente
hostis a Deus: (a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a
busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14).
(b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado
por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar
para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui
o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e
imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21;
2 Sm 11.2; Mt 5.28). (c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância,
orgulho e independência autossuficiente, que não reconhece Deus como Senhor,
nem a sua Palavra
como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si
mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).
(6) O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema
iníquo do mundo (ver Mt 9.11 nota; 2Co 6.14 nota) deve reprovar abertamente o
pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11 nota), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt
5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para Cristo (Mc 16.15;
Jd 22,23).
(7) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo
15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21).
Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a
vida de Deus dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8).
(8) O sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2.34,35, 44;
2Ts 1.7-10; 1Co 7.31; 2Pe 3.10 nota; Ap 18.2).

Relacionamento entre o crente e o mundo

1Jo 2.15,16 “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o
mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a
concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do
Pai, mas do mundo. ”
A palavra “mundo” (gr. kosmos) frequentemente se refere ao vasto sistema de vida
desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não
somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo,
mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus, e de
resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os
empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo. Na presente
era, Satanás emprega as ideias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia,
desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas
econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para
opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26;
1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ). Por exemplo,
Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres
humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais
como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia
humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos
de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os
empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno
que atua contra Deus e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos
intensa; noutros casos, é mais.
Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo
homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas.
(1) Satanás (ver Mt 4.10, nota sobre Satanás) é o deus do presente sistema
mundano (ver Jo 12.31 nota; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente
com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef
6.12,13; ver o estudo PODER SOBRE SATANÁS E OS DEMÔNIOS).
(2) Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos
e religiosos que são inatamente hostis a Deus e ao seu povo (Jo 7.7; 15.18,19; 17.14;
Tg 4.4; 2.16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a
iniquidade do mundo (Jo 7.7).
(3) O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está
sob o domínio de Satanás (ver Jo 12.31 nota); a igreja pertence exclusivamente a
Deus (Ef 5.23,24; Ap 21.2; ver o estudo TRÊS CLASSES DE PESSOAS). Por isso, o
crente deve separar-se do mundo