sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Matusalém viveu 969 anos. Filho de Enoque.

Esse texto bíblico descreve a trajetória da longa vida de Matusalém. Ele entrou para a história como o
homem que mais viveu dentre todos os mortais desta terra. Curiosamente, Matusalém, o homem que mais
viveu, era filho de Enoque, o homem que nunca morreu. Seu nome, “Matusalém”, significa “homem da
arma” ou “homem guerreiro”, e condiz com sua longa vida de batalhador e vencedor.
AIMPORTÂNCIADE MATUSALÉM NAS ESCRITURAS
1. Matusalém viveu 969 anos (Gn 5.27). Com todos esses anos vividos, Matusalém se tornou o
símbolo da longevidade humana. As pessoas costumam brincar sobre quem vive muitos anos,
dizendo: “Fulano parece parente de Matusalém!”
2. Apesar de muitos anos vividos, na Bíblia não são tecidos muitos comentários sobre qualquer virtude
ou proeza deste grande baluarte da longevidade chamado Matusalém, apenas sobre sua prodigiosa
vida longa (Gn 5.22-23).
3. Mesmo tendo vivido 969 anos, Matusalém não viveu sequer um “Dia de Deus”, que equivale a 1000
anos! (2Pe 3.8).
4. Em Jó 36.26, está escrito: “Eis que Deus é grande, e nós não o compreendemos, e o número dos seus
anos não se pode calcular”.
5. No Sl 90.4, está escrito: “Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e
como a vigília da noite”.
6. De acordo com Moisés, a nossa idade foi reduzida para cerca de 10% dos anos de vida que
Matusalém viveu, dizendo: “A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua
robustez, chegam a oitenta, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós
voamos” (Sl 90.10).
7. No Sl 103.1-5, o salmista agradece ao Senhor pela bênção da longevidade, dizendo: “Bendize, ó
minha alma ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma,
ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. É ele quem perdoa todas as tuas
iniquidades e sara todas as tuas enfermidades; quem redime a tua vida da perdição e te coroa de
benignidade e de misericórdia; quem enche a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se
renova como a da águia”.
CONCLUSÃO
Os conselhos e as orientações da Palavra de Deus são eficazes para termos uma vida longa na terra.
“Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se te multiplicarão os anos de vida” (Pv 4.10).

Adonai: Senhor

Provérbios 9.10 "O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência".

  

ADONAI: Senhor

  ADONAI significa Senhor, com o sentido de dono, possuidor. É o Senhor dos senhores. Este nome nos ensina a reconhecer que Deus é o nosso dono, o nosso proprietário e temer a Deus como Senhor.

  Gideão, numa época em que seu povo estava sofrendo ‘terrorismo’ e saques, orou a ADONAI e creu que EL-SHADAY podia ajudá-lo (Juízes 6.13-27). Por isso o Senhor lhe deu a vitória sobre seus inimigos que eram muito maiores que Ele (Juízes 8.7 e 23).

  Quando Jesus foi proclamado pelos anjos, foi chamado de ADONAI: “Eis que vos trago boa nova de grande alegria, é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador que é Cristo, o Senhor  (Lucas 2.11).

  Deus tem sido ADONAI em sua vida?

 Aceite Jesus como Senhor!

Os atributos de Deus

Sl 139.7,8 “Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se
subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás
também”.
A Bíblia não procura comprovar que Deus existe. Em vez disso, ela declara
a sua existência e apresenta numerosos atributos seus. Muitos desses atributos são
exclusivos dEle, como Deus; outros existem em parte no ser humano, pelo fato de
ter sido criado à imagem de Deus.
ATRIBUTOS EXCLUSIVOS DE DEUS.
(1) Deus é onipresente — i.e., Ele está presente em todos os lugares a um
só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos, Deus está ali (Sl
139.7-12; cf. Jr 23.23,24; At 17.27,28); Deus observa tudo quanto fazemos.
(2) Deus é onisciente — i.e., Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5). Ele
conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios
pensamentos (1Sm 16.7; 1 Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10). Quando a Bíblia fala da
presciência de Deus (Is 42.9; At 2.23; 1Pe 1.2), significa que Ele conhece com
precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exequíveis,
reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados (1Sm 23.10-13; Jr 38.17-20). A
presciência de Deus não subentende determinismo filosófico. Deus é plenamente
soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história,
segundo sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, Deus não é limitado à
sua própria presciência (ver Nm 14.11-20; 2Rs 20.1-7; ver o estudo ELEIÇÃO E
PREDESTINAÇÃO).
(3) Deus é onipotente — i.e., Ele é o Todo-poderoso e detém a autoridade
total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas (Sl 147.13-18; Jr 32.17; Mt
19.26; Lc 1.37). Isso não quer dizer, jamais, que Deus empregue todo o seu poder e
autoridade em todos os momentos. Por exemplo, Deus tem poder para exterminar
totalmente o pecado, mas optou por não fazer assim até o final da história humana
(ver 1Jo 5.19 nota). Em muitos casos, Deus limita o seu poder, quando o emprega
através do seu povo (2Co 12.7-10); em casos assim, o seu poder depende do nosso

Paracletologia

A disciplina teológica que estuda sobre o Espírito Santo é “paracletologia”, termo extraído do
vocábulo grego parakletos e traduzido por “advogado”, termo este utilizado por Jesus para se referir a
vinda do “Consolador” (Jo 14.26), que significa “Alguém chamado para o lado de outro para o ajudar”
ou “Alguém que aparece em defesa de outra pessoa”, como faz um advogado que aparece ao lado de
alguém para defendê-lo perante um tribunal. Este termo foi o mesmo utilizado para referir-se a Cristo
como “Advogado” (1Jo 2.1), confirmando a expressão grega de Jo 14.16, cujo termo utilizado para
“outro consolador” é allos parakletos, que significa “outro do mesmo tipo” ou “outro da mesma espécie”
e não heteros, que significa “outro”, porém, de espécie diferente. Noutras palavras, o Espírito Santo
continuaria fazendo exatamente o que Cristo faria se continuasse aqui na terra. Aliás, Cristo continua
presente conosco todos os dias, por meio do Espírito Santo que nos foi enviado (Mt 28.20; Fp 1.19). O
vocábulo parakletos, utilizado por Jesus para se referir ao Espírito Santo, pode ser traduzido ainda
como: consolador, fortalecedor, conselheiro, socorro, advogado, companheiro, intercessor, ajudador,
aliado e amigo (Rm 8.26). A matéria teológica que estuda sobre o Espírito Santo é também conhecida
como “pneumatologia”, que provém do vocábulo grego pneuma, que significa “vento” ou “espírito”.
Prefiro, entretanto, o termo “paracletologia”.

Deus é amor

(2) Deus é amor (1Jo 4.8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro,
composto de humanidade pecadora (Jo 3.16; Rm 5.8). A manifestação principal
desse seu amor foi a de enviar seu único Filho, Jesus, para morrer em lugar dos
pecadores (1Jo 4.9,10). Além disso, Deus tem amor paternal especial àqueles que
estão reconciliados com Ele por meio de Jesus (ver Jo 16.27 nota).
(3) Deus é misericordioso e clemente (Êx 34.6; Dt 4.31; 2Cr 30.9; 'Sl 103.8;
145.8; Jl 2.13); Ele não extermina o ser humano conforme merecemos devido aos
nossos pecados (Sl 103.10), mas nos outorga o seu perdão como dom gratuito a ser
recebido pela fé em Jesus Cristo
(4) Deus é compassivo (2Rs 13.23; Sl 86.15; 111.4). Ser compassivo significa
sentir tristeza pelo sofrimento doutra pessoa, com desejo de ajudar. Deus, por sua
compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e salvação (cf. Sl 78.38).
Semelhantemente, Jesus, o Filho de Deus, demonstrou compaixão pelas multidões
ao pregar o evangelho aos pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vista aos

A palavra de Deus

Is 55.10,11 “Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus, e para lá não
tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao
semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela
não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para
que a enviei. ”
A NATUREZA DA PALAVRA DE DEUS. A expressão “a palavra de Deus” (também
“a palavra do Senhor”, ou simplesmente “a palavra”) possui várias aplicações na
Bíblia.
(1) Obviamente, refere-se, em primeiro lugar, a tudo quanto Deus tem falado
diretamente. Quando Deus falou a Adão e Eva (e.g., Gn 2.16,17; Gn 3.9-19), o que
Ele lhes disse era, de fato, a palavra de Deus. De modo semelhante, Ele se dirigiu a
Abraão (e.g., Gn 12.1-3), a Isaque (e.g., Gn 26.1-5), a Jacó (e.g., Gn 28.13-15) e a
Moisés (e.g., Êx 3–4). Deus também falou à totalidade da nação de Israel, no monte
Sinai, ao proclamar lhe os dez mandamentos (ver Êx 20.1-19). As palavras que os
israelitas ouviram eram palavras de Deus.
(2) Além da fala direta, Deus ainda falou através dos profetas (ver o estudo
sobre O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO). Quando eles se dirigiam ao povo de
Deus, assim introduziam as suas declarações: “Assim diz o Senhor”, ou “Veio a mim
a palavra do Senhor”. Quando, portanto, os israelitas ouviam as palavras do
profeta, ouviam, na verdade, a palavra de Deus.
(3) A mesma coisa pode ser dita a respeito do que os apóstolos falaram no NT.
Embora não introduzissem suas palavras com a expressão “assim diz o Senhor”, o
que falavam e proclamavam era, verdadeiramente, a palavra de Deus. O sermão
de Paulo ao povo de Antioquia da Pisídia (At 13.14-41), por exemplo, criou
tamanha comoção que, “no sábado seguinte, ajuntou-se quase toda a cidade a
ouvir a palavra de Deus” (At 13.44). O próprio Paulo assegurou aos tessalonicenses
que, “havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não
como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de Deus” (1Ts
2.13; cf. At 8.25).
(4) Além disso, tudo quanto Jesus falava era palavra de Deus, pois Ele, antes
de tudo, é Deus (Jo 1.1,18; 10.30; 1Jo 5.20).
Lucas, escritor do terceiro evangelho, declara explicitamente que, quando as
pessoas ouviam a Jesus, ouviam na verdade a palavra de Deus (Lc 5.1). Note como,
em contraste com os profetas do AT, Jesus introduzia seus ditos: Eu “vos digo...
(e.g., Mt 5.18,20,22,23,32,39; 11.22,24; Mc 9.1; 10.15; Lc 10.12; 12.4; Jo 5.19; 6.26;
8.34). Noutras palavras, Ele tinha dentro de si mesmo a autoridade divina para falar
a palavra de Deus. É tão importante ouvir as palavras de Jesus, pois “quem ouve a
minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em
condenação” (Jo 5.24). Jesus, na realidade, está tão estreitamente identificado com
a palavra de Deus que é chamado “o Verbo” [“a Palavra”] (Jo 1.1,14; 1Jo 1.1; Ap
19.13-16; ver Jo 1.1 nota). (5) A palavra de Deus é o registro do que os profetas,
apóstolos e Jesus falaram, i.e., a própria Bíblia. No NT, quer um escritor usasse a
expressão “Moisés disse”, “Davi disse”, “o Espírito Santo diz”, ou “Deus diz”,
nenhuma diferença fazia (ver At 3.22; Rm 10.5,19; Hb 3.7; 4.7); pois o que estava
escrito na Bíblia era, sem dúvida alguma, a palavra de Deus (ver o estudo A
INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS). (6) Mesmo não estando no
mesmo nível das Escrituras, a proclamação feita pelos autênticos pregadores ou
profetas, na igreja de hoje, pode ser chamada a palavra de Deus. (a) Pedro indicou
que, a palavra que seus leitores recebiam mediante a pregação, era palavra de
Deus (1Pe 1.25), e Paulo mandou Timóteo “pregar a Palavra” (2Tm 4.2). A
pregação, porém, não pode existir independentemente da Palavra de Deus. Na
realidade, o teste para se determinar se a palavra de Deus está sendo proclamada
num sermão, ou mensagem, é se ela corresponde exatamente à Palavra de Deus
escrita (ver o estudo FALSOS MESTRES). (b) O que se diz de uma pessoa que recebe
uma profecia, ou revelação, no âmbito do culto de adoração (1Co 14.26-32)? Ela
está recebendo, ou não, a palavra de Deus? A resposta é um “sim”. Paulo assevera
que semelhantes mensagens estão sujeitas à avaliação por outros profetas.
Todavia, há a possibilidade de tais profecias não serem palavra de Deus (ver 1Co
14.29 nota). É somente em sentido secundário que os profetas, hoje, falam sob a
inspiração do Espírito Santo; sua revelação jamais deve ser elevada à categoria da
inerrância (ver 1Co 14.31 nota; ver os estudos DONS ESPIRITUAIS PARA O CRENTE
e DONS MINISTERIAIS PARA A IGREJA).
O PODER DA PALAVRA DE DEUS. A palavra de Deus permanece firme nos céus
(Sl 119.89; Is 40.8; 1Pe 1.24,25). Não é, porém, estática; é dinâmica e poderosa (cf.
Hb 4.12), pois realiza grandes coisas (55.11).
(1) A palavra de Deus é criadora. Segundo a narrativa da criação, as coisas
vieram a existir à medida que Deus falava a sua palavra (e.g., Gn 1.3,4,6,7,9). Tal
fato é resumido pelo salmista: “Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus” (Sl
33.6, 9); e pelo escritor aos Hebreus: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela
palavra de Deus, foram criados” (Hb 11.3; cf. 2Pe 3.5). De conformidade com João,
a Palavra que Deus usou para criar todas as coisas foi Jesus Cristo (Jo 1.1-3;

O coração regenerado

A solução de Deus para o coração pecaminoso
é a regeneração, que tem lugar em todo aquele que se arrepende dos seus pecados,
volta-se para Deus, e pela fé aceita a Jesus como seu Salvador e Senhor pessoal.

A regeneração está ligada ao coração. Aquele que, de todo o coração,
se arrepende e confessa que Jesus é Senhor (Rm 10.9), nasce de novo e recebe da
parte de Deus um coração novo (cf. Sl 51.10; Ez 11.19).
(2) No coração daquele que experimenta o nascimento espiritual, Deus cria
o desejo de amá-lo e de obedecê-lo (ver o estudo A REGENERAÇÃO). Repetidas
vezes, Deus realça diante do seu povo a necessidade do amor que provém do
coração (ver Dt 4.29 nota; 6.6 nota). Tal amor e dedicação a Deus não podem estar
separados da obediência à sua lei (cf. Sl 119.34,69,112). Jesus ensinou que o amor
a Deus, de todo o coração, juntamente com o amor ao próximo, resume toda a lei
de Deus (Mt 22.37-40).
(3) O amor de todo o coração é o elemento essencial a uma vida de
obediência. Repetidas vezes, o povo de Deus, no passado, procurou substituir o
verdadeiro amor do coração pela observação de formalidades religiosas exteriores
(tais como festas, ofertas e sacrifícios; ver Is 1.10-17; Nm 5.21-26; Dt 10.12 nota).
A observância exterior sem o desejo interior de servir a Deus é hipocrisia, e foi
severamente condenada por nosso Senhor (ver Mt 23.13-28; ver Lc 21.1-4 nota).
(4) Muitos outros fatos espirituais têm lugar no coração da pessoa
regenerada. Ela louva a Deus de todo o coração (Sl 9.1), medita no coração (Sl
19.14), clama a Deus do coração (Sl 84.2), busca a Deus de todo o coração (Sl 119.2,
10), oculta a Palavra de Deus no seu coração (Sl 119.11; ver Dt 6.6 nota), confia no
Senhor de todo o coração (3.5), experimenta o amor de Deus derramado em seu
coração (Rm 5.5) e canta a Deus no seu coração (Ef 5.19; Cl 3.16).

O coração

Pv 4.23 “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque
dele procedem as saídas da vida.”
DEFINIÇÃO DE CORAÇÃO. O povo da atualidade geralmente considera que
o cérebro é o centro diretor da atividade humana. A Bíblia, no entanto, refere-se
ao coração como esse centro; “dele procedem as saídas da vida” (4.23; cf. Lc 6.45).
Biblicamente, o coração pode ser considerado como algo que abarca a totalidade
do nosso intelecto, emoção e volição (ver Mc 7.20-23 nota).
(1) O coração é o centro do intelecto. As pessoas sabem as coisas em seus
corações (Dt 8.5), oram no coração (1Sm 1.12,13), meditam no coração (Sl 19.14),
escondem a Palavra de Deus no coração (Sl 119.11), maquinam males no coração
(Sl 140.2), guardam as palavras da sabedoria no coração (4.21), pensam no coração
(Mc 2.8), duvidam no coração (Mc 11.23), conferem as coisas no coração (Lc 2.19),
creem no coração (Rm 10.9) e cantam no coração (Ef 5.19). Todas essas ações do
coração são primordialmente fatos a envolver a mente.
(2) O coração é o centro das emoções. A Bíblia fala a respeito do coração
alegre (Êx 4.14), do coração amoroso (Dt 6.5), do coração medroso (Js 5.1), do
coração corajoso (Sl 27.14), do coração arrependido (Sl 51.17), do coração ansioso
(12.25), do coração irado (19.3), do coração avivado (Is 57.15), do coração
angustiado (Jr 4.19; Rm 9.2), do coração gozoso (Jr 15.16), do coração pesaroso (Lm
2.18), do coração humilde (Mt 11.29), do coração ardente pela Palavra do Senhor
(Lc 24.32) e do coração perturbado (Jo 14.1).Todas essas atitudes do coração são,
antes de tudo, de natureza emocional.
(3) Por fim, o coração é o centro da vontade humana. Lemos nas Escrituras
a respeito do coração endurecido que se recusa a fazer o que Deus ordena (Êx 4.21),
do coração submisso a Deus (Js 24.23), do coração que decide fazer algo para Deus
(2Cr 6.7), do coração que se dedica a buscar o Senhor (1Cr 22.19), do coração que
deseja receber as bênçãos do Senhor (Sl 21.1-3), do coração inclinado aos estatutos
de Deus (Sl 119.36) e do coração que deseja fazer algo pelos outros (Rm 10.1).
Todas essas atividades ocorrem na vontade humana.
A NATUREZA DO CORAÇÃO DISTANTE DE DEUS. Quando Adão e Eva deram
ouvidos à tentação da serpente para que comessem da árvore do conhecimento
do bem e do mal, sua decisão afetou horrivelmente o coração humano, o qual ficou
repleto de maldade. Desde então, segundo o testemunho de Jeremias: “Enganoso
é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? ” (Jr 17.9).
Jesus confirmou a descrição de Jeremias, quando disse que o que
contamina uma pessoa diante de Deus não é o descumprimento de uma lei
cerimonial, mas, sim, a obediência às inclinações malignas alojadas no coração tais
como “os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os
furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a
soberba, a loucura” (Mc 7.21,22). Jesus expôs a gravidade do pecado no coração
ao declarar que o pecado da ira é igual ao assassinato (Mt 5.21,22), e que o pecado
da concupiscência é tão grave como o próprio adultério (Mt 5.27,28; ver Êx 20.14
nota; Mt 5.28 nota).
Um coração entregue à prática da iniquidade corre o grave risco de tornar￾se endurecido. Quem se recusa continuamente a ouvir a palavra de Deus e a
obedecer ao que Deus ordena e, em vez disso, segue os desejos pecaminosos do
seu coração, verá que, depois, Deus endurecerá seu coração de tal modo que se
tornará insensível para com a Palavra de Deus e os apelos do Espírito Santo (ver Êx
7.3 nota; Hb 3.8 nota). O principal exemplo bíblico desse fato é o coração de Faraó,
na ocasião do êxodo (ver Êx 7.3, 13, 22-23; 8.15, 32; 9.12; 10.1; 11.10; 14.17). Paulo
viu o mesmo princípio geral em ação na sociedade ímpia da presente era (cf. Rm
1.24,26,28) e predisse que também ocorreria o mesmo fato nos dias do anticristo
(2Ts 2.11,12). O livro aos Hebreus contém muitas advertências ao crente, no para
que não endureça o seu coração (e.g., Hb

domingo, 5 de julho de 2020

A Oração

1Rs 18.42b-45 “Elias subiu ao cume do Carmelo, e se inclinou por terra, e meteu o
seu rosto entre os seus joelhos. E disse ao seu moço: Sobe agora e olha para a
banda do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então, disse ele: Torna lá
sete vezes. E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem,
como a mão de um homem, subindo do mar. Então, disse ele: Sobe e dize a
Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva te não apanhe. E sucedeu
que, entretanto, os céus se enegreceram com nuvens e vento, e veio uma grande
chuva; e Acabe subiu ao carro e foi para Jezreel”.
A oração é uma comunicação multifacetada entre os crentes e o Senhor.
Além de palavras como “oração” e “orar”, essa atividade é descrita como invocar
a Deus (Sl 17.6). Invocar o nome do Senhor (Gn 4.26), clamar ao Senhor (Sl 3.4),
levantar nossa alma ao Senhor (Sl 25.1), buscar ao Senhor (Is 55.6), aproximar-se
do trono da graça com confiança (Hb 4.16) e chegar perto de Deus (Hb 10.22).
MOTIVOS PARA A ORAÇÃO. A Bíblia apresenta motivos claros para o povo de
Deus orar.
(1) Antes de tudo, Deus ordena que o crente ore. O mandamento para
orarmos vem através dos salmistas (1Cr 16.11; Sl 105.4), dos profetas (Is 55.6; Am
5.4,6), dos apóstolos (Ef 6.17,18; Cl 4.2; 1Ts 5.17) e do próprio Senhor Jesus (Mt
26.41; Lc 18.1; Jo 16.24). Deus aspira a comunhão conosco; mediante a oração,
mantemos o nosso relacionamento com Ele. (2) A oração é o elo de ligação que
carecemos para recebermos as bênçãos de Deus, o seu poder e o cumprimento das
suas promessas. Numerosas passagens bíblicas ilustram esse princípio. Jesus, por
exemplo, prometeu aos seus seguidores que receberiam o Espírito Santo se
perseverassem em pedir, buscar e bater à porta do seu Pai celestial (Lc 11.5-13).
Por isso, depois da ascensão de Jesus, seus seguidores reunidos permaneceram em
constante oração no cenáculo (At 1.14) até o Espírito Santo ser derramado com
poder (At 1.8) no dia de Pentecostes (At 2.1-4). Quando os apóstolos se reuniram
após serem libertos da prisão pelas autoridades judaicas, oraram fervorosamente
para o Espírito Santo lhes conceder ousadia e autoridade divina para falarem a
palavra dEle. “E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e

sábado, 23 de maio de 2020

Os juízes de Israel

Otniel

Conquistou uma cidade cananéia chamada Debir.

Jz 1.12-13;
3.7-11

Eúde

Matou a Eglom, rei de Moabe, e venceu os moabitas.

Jz 3.12-30

Sangar

Matou 600 filisteus com uma aguilhada de bois.

Jz 3.31

Débora

Convenceu a Baraque para que dirigisse o exército israelita ao triunfo na batalha contra Sísera

Jz 4—5

Gideão

Derrubou o altar de Baal e recebeu o nome de Jerubaal. Com 300 homens derrotou a 135 mil midianitas.

Jz 6—8

Tola

Julgou durante 23 anos

Jz 10.1-2

Jair

Julgou durante 22 anos

Jz 10.3-5

Jefté

Expulso de sua casa por seus meio irmãos, foi logo nomeado juiz de Israel. Venceu os amonitas e cumpriu sua promessa de oferecer sua filha ao Senhor

Jz 11.1—12.7

Ibsã

Julgou durante 7 anos

Jz 12.9-10

Elom

Julgou durante 10 anos

Jz 12.11-12

Abdom

Julgou durante 8 anos

Jz 12.13-15

Sansão

Matou mil filisteus com uma queixada de jumentos; foi enganado por Dalila; destruiu um templo filisteu; julgou durante 20 anos.

Jz 13—16

Samuel

Dedicado a Deus desde seu nascimento, que o chamou diretamente; foi o último dos juízes de Israel e o profeta que ungiu o primeiro rei.

1 e 2 Samuel

Os 7 Nome de Jesus

1- MARAVILHOSO

Juízes 13.18 “Respondeu-lhe o Anjo do SENHOR e lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome, que é maravilhoso?”

Quando a Bíblia traz a expressão Anjo com letra maiúscula se refere à manifestação da presença do próprio Deus. O Senhor apareceu a Manoá, pai de Sansão para lhe revelar seu propósito para sua família e quando Manoá perguntou o nome ao Anjo, Deus lhe disse que seu nome é maravilhoso. A expressão ‘maravilhoso’ significa que é muito grande e especial ou acima da capacidade da compreensão.

Jesus é Maravilhoso!

2- CONSELHEIRO

João 14.26 “mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”

Jesus prometeu que enviaria o seu Espírito para estar conosco como um Conselheiro que ensina o que fazer e um Consolador que nos fortalece em nossas dificuldades. Quando encontramos uma situação que não sabemos o que fazer e ficamos triste, clamamos ao nosso amigo Jesus que nos consola e aconselha.

Jesus é Conselheiro!

3- DEUS FORTE: 

Salmos 89.8 “Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, quem é poderoso como tu és, SENHOR, com a tua fidelidade ao redor de ti?!”

Deus é Onipotente, ou seja, não existem limites para o seu poder. Deus forte também é uma forma de falar EL SHADAY, o Deus todo poderoso (Gênesis 17.1). Jesus mostrou o seu poder quando operou milagres sobre coisas impossíveis aos homens. Chamar Jesus de Deus forte também confirma a Divindade de Cristo para não confundirmos ou esquecermos“que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser” (Hebreus 1.3), como o próprio Deus encarnado e “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1.15).

Jesus é Deus forte!

4- PAI DA ETERNIDADE: 

Salmos 90.2 e 4 “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus” “Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite”

Jesus sempre existiu, pois “Ele é antes de todas as coisas” (Colossenses 1.17). Antes de ser gerado pelo Espírito Santo no ventre de sua mãe, Jesus já preexistia sendo parte da Trindade Divina “subsistindo em forma de Deus”(Filipenses 2.6). Jesus estava na criação de tudo como o “verbo de Deus”(João 1.1, 14). A ressureição de Jesus também é uma prova de que sempre existiu para a eternidade.

Jesus é Pai da Eternidade!

5- PRÍNCIPE DA PAZ: 

Colossenses 1.20 “havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus”

Jesus nos dá a sua verdadeira paz (João 14.27) que Ele mesmo conquistou na cruz (Efésios 2.15). Shalom significa paz no sentido de vida completa, sem faltar nada. Sem Jesus não existe paz, pois Ele venceu todas as coisas que nos atrapalhavam de viver uma “vida em abundância”(João 10.10). Ser Príncipe da paz significa ser quem manda na paz ou quem tem autoridade de ordenar a verdadeira paz.

Jesus é o Príncipe da Paz!

6- EMANUEL: 

Mateus 1.23 “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)”

A presença de Jesus na terra apresentou para a humanidade que Deus não estaria mais longe e sim bem perto de cada um dos que creem. Jesus mostrou um Deus pessoal e amigo que sofre por seus filhos e entende suas dificuldades (Hebreus 4.15). Por isso Jesus prometeu em suas últimas palavras quando foi assunto ao céu “eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mateus 28.20). Isso porque quer ser um Deus conosco, bem perto de nós.

Jesus é Emanuel, Deus conosco!

7- JESUS: 

Salmos 27.1 “O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O SENHOR é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?”

O nome Ieshuah é a tradução do nome Josué em hebraico, ambos com o significado de ‘o Senhor é Salvação’. Era um costume antigo dar um nome a alguém de acordo com o seu modo de vida ou do que se esperasse da pessoa, por isso “o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1.21). Este nome revela o propósito da vida de Jesus em salvar os perdidos.

Jesus é o Salvador!

O nome de Jesus tem poder!

-CONCLUSÃOAtos 4.12 “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”

A cada título aprendido sobre Jesus ficamos surpreendidos com a grandeza de seu nome. Sabemos que em seu nome vemos maravilhas, temos conselho, fortaleza, por toda a eternidade, com paz, sua presença conosco e acima de tudo podemos clamar por sua salvação, pois “todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” (Joel 2.32).

Clame o nome de Jesus!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Idolatria!!!!!!

1Sm 12.20,21 “Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos
desvieis de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR com todo o vosso coração. E
não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco
vos livrarão, porque vaidades são.”
A idolatria é um pecado que o povo de Deus, através da sua história no AT,
cometia repetidamente. O primeiro caso registrado ocorreu na família de Jacó
(Israel). Pouco antes de chegar a Betel, Jacó ordenou a remoção de imagens de
deuses estranhos (Gn 35.1-4). O primeiro caso registrado na Bíblia em que Israel,
de modo global, envolveu-se com idolatria foi na adoração do bezerro de ouro,
enquanto Moisés estava no monte Sinai (Êx 32.1-6). Durante o período dos juízes,
o povo de Deus frequentemente se voltava para os ídolos. Embora não haja
evidência de idolatria nos tempos de Saul ou de Davi, o final do reinado de Salomão
foi marcado por frequente idolatria em Israel (1Rs 11.1-10). Na história do reino
dividido, todos os reis do Reino do Norte (Israel) foram idólatras, bem como muitos
dos reis do Reino do Sul (Judá). Somente depois do exílio, é que cessou o culto
idólatra entre os judeus.
O FASCÍNIO DA IDOLATRIA. Por que a idolatria era tão fascinante aos
israelitas? Há vários fatores implícitos. (1) As nações pagãs que circundavam Israel
criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus.
Noutras palavras: quanto mais deuses, melhor. O povo de Deus sofria influência
dessas nações e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento
de Deus, no sentido de se manter santo e separado delas.
(2) Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de
obediência que o Deus de Israel requeria. Por exemplo, muitas das religiões pagãs
incluíam imoralidade sexual religiosa no seu culto, tendo para isso prostitutas
cultuais. Essa prática, sem dúvida, atraía muitos em Israel. Deus, por sua vez,
requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua lei, sem o
que, não haveria comunhão com Ele.
(3) Por causa do elemento demoníaco da idolatria (ver a próxima seção),
ela, às vezes, oferecia, em bases limitadas, benefícios materiais e físicos
e coisas semelhantes (cf. 2Rs 21.3-6; Is 8.19; ver Dt 18.9-11 notas; Ap 9.21 nota).
Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto
aos demônios. Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira de Endor que fizesse
subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra,
representando Samuel (28.8-14), i.e., ela viu um demônio subindo do inferno.
(4) O NT declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5). A conexão
é óbvia: pois os demônios são capazes de proporcionar benefícios materiais. Uma
pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em
obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para
tais pessoas aquilo que desejam. Embora tais pessoas talvez não adorem ídolos de
madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça
e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras. Dessa maneira, a declaração
de Jesus: “Não podeis servir a Deus e a Mamom [as riquezas]” (Mt 6.24), é
basicamente a mesma que a admoestação de Paulo: “Não podeis beber o cálice do
Senhor e o cálice dos demônios” (1Co 10.21).
DEUS NÃO TOLERARÁ NENHUMA FORMA DE IDOLATRIA.
(1) Ele advertia frequentemente contra ela no AT. (a) Nos dez
mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à
adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel (ver Êx 20.3,4
notas). (b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões (e.g., Êx 23.13, 24;
34.14-17; Dt 4.23,24; 6.14; Js 23.7; Jz 6.10; 2Rs 17.35,37,38). (c) Vinculada à
proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e
quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã (Êx 23.24; 34.13; Dt 7.4,5;
12.2,3).
(2) A história dos israelitas foi, em grande parte, a história da idolatria.
Deus muito se irou com o seu povo por não destruir todos os ídolos na Terra
Prometida. Ao contrário, passou a adorar os falsos deuses. Daí, Deus castigar os
israelitas, permitindo que seus inimigos tivessem domínio sobre eles. (a) O livro de
Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas
começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar.
Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o
Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo. (b) A idolatria no Reino do
Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência

Anjos

ANJOS. A palavra “anjo” (hb. malak; gr. angelos) significa “mensageiro”. Os
anjos são mensageiros ou servidores celestiais de Deus (Hb 1.13,14), criados por
Deus antes de existir a terra (Jó 38.4-7; Sl 148.2,5; Cl 1.16).
(1) A Bíblia fala em anjos bons e em anjos maus, embora ressalte que todos
os anjos foram originalmente criados bons e santos (Gn 1.31). Tendo livre-arbítrio,
numerosos anjos participaram da rebelião de Satanás (Ez 28.12-17; 2Pe 2.4; Jd 1.6;
Ap 12.9; ver Mt 4.10 nota) e abandonaram o seu estado original de graça como
servos de Deus, e assim perderam o direito à sua posição celestial (ver o estudo
PODER SOBRE SATANÁS E OS DEMÔNIOS.
(2) A Bíblia fala numa vasta hoste de anjos bons (1Rs 22.19; Sl 68.17; 148.2;
Dn 7.9-10; Ap 5.11), embora os nomes de apenas dois sejam registrados nas
Escrituras: Miguel (Dn 12.1; Jd 1.9; Ap 12.7) e Gabriel (Dn 9.21; Lc 1.19,26). Segundo
parece, os anjos estão divididos em diferentes categorias: Miguel é chamado de
arcanjo (lit.: “anjo principal”, Jd 9; 1 Ts 4.16); há serafins (Is 6.2), querubins (Ez 10.1-
3), anjos com autoridade e domínio (Ef 3.10; Cl 1.16) e as miríades de espíritos
ministradores angelicais (Hb 1.13,14; Ap 5.11).
(3) Como seres espirituais, os anjos bons louvam a Deus (Hb 1.6; Ap 5.11;
7.11), cumprem a sua vontade (Nm 22.22; Sl 103.20), vêem a sua face (Mt 18.10),
estão em submissão a Cristo (1Pe 3.22), são superiores aos seres humanos (Hb
2.6,7) e habitam no céu (Mc 13.32; Gl 1.8). Não se casam (Mt 22.30), nunca
morrerão (Lc 20.34-36) e não devem ser adorados (Cl 2.18; Ap 19.9,10). Podem
aparecer em forma humana (geralmente como moços, sem asas, cf. Gn 18.2,16;
19.1; Hb 13.2). (3) A identidade do anjo do Senhor tem sido debatida, especialmente pelo
modo como ele frequentemente se dirige às pessoas. Note os seguintes fatos: (a)
em 2.1, o anjo do Senhor diz: Do Egito Eu vos fiz subir, e Eu vos trouxe à terra que
a vossos pais Eu tinha jurado, e Eu disse: Eu nunca invalidarei o meu concerto
convosco (o grifo dos pronomes foi acrescentado). Comparada esta passagem com
outras que descrevem o mesmo evento, verifica-se que eram atos do Senhor, o
Deus do concerto dos israelitas. Foi Ele quem jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó que
daria aos seus descendentes a terra de Canaã (Gn 13.14-17; 17.8; 26.2-4; 28.13);
Ele jurou que esse concerto seria eterno (Gn 17.7), Ele tirou os israelitas do Egito
(Êx 20.1,2) e Ele os levou à terra prometida (Js 1.1,2). (b) Quando o anjo do Senhor
apareceu a Josué, este prostrou-se e o adorou (Js 5.14). Essa atitude tem levado
muitos a crer que esse anjo era uma manifestação do próprio Senhor Deus; do
contrário, o anjo teria proibido Josué de adorá-lo (Ap 19.10; 22.8-9). (c) Ainda mais
explicitamente, o anjo do Senhor que apareceu a Moisés na sarça ardente disse,
em linguagem bem clara: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de
Isaque e o Deus de Jacó” (Êx 3.6; ver Gn 16.7 nota; Êx 3.2 nota).
(4) Porque o anjo do Senhor está tão estreitamente identificado com o
próprio Senhor, e porque ele apareceu em forma humana, alguns consideram que
ele era uma aparição do Cristo eterno, a segunda pessoa da Trindade, antes de
nascer da virgem Maria.