Esse texto bíblico descreve a trajetória da longa vida de Matusalém. Ele entrou para a história como o
homem que mais viveu dentre todos os mortais desta terra. Curiosamente, Matusalém, o homem que mais
viveu, era filho de Enoque, o homem que nunca morreu. Seu nome, “Matusalém”, significa “homem da
arma” ou “homem guerreiro”, e condiz com sua longa vida de batalhador e vencedor.
AIMPORTÂNCIADE MATUSALÉM NAS ESCRITURAS
1. Matusalém viveu 969 anos (Gn 5.27). Com todos esses anos vividos, Matusalém se tornou o
símbolo da longevidade humana. As pessoas costumam brincar sobre quem vive muitos anos,
dizendo: “Fulano parece parente de Matusalém!”
2. Apesar de muitos anos vividos, na Bíblia não são tecidos muitos comentários sobre qualquer virtude
ou proeza deste grande baluarte da longevidade chamado Matusalém, apenas sobre sua prodigiosa
vida longa (Gn 5.22-23).
3. Mesmo tendo vivido 969 anos, Matusalém não viveu sequer um “Dia de Deus”, que equivale a 1000
anos! (2Pe 3.8).
4. Em Jó 36.26, está escrito: “Eis que Deus é grande, e nós não o compreendemos, e o número dos seus
anos não se pode calcular”.
5. No Sl 90.4, está escrito: “Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e
como a vigília da noite”.
6. De acordo com Moisés, a nossa idade foi reduzida para cerca de 10% dos anos de vida que
Matusalém viveu, dizendo: “A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua
robustez, chegam a oitenta, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós
voamos” (Sl 90.10).
7. No Sl 103.1-5, o salmista agradece ao Senhor pela bênção da longevidade, dizendo: “Bendize, ó
minha alma ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma,
ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. É ele quem perdoa todas as tuas
iniquidades e sara todas as tuas enfermidades; quem redime a tua vida da perdição e te coroa de
benignidade e de misericórdia; quem enche a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se
renova como a da águia”.
CONCLUSÃO
Os conselhos e as orientações da Palavra de Deus são eficazes para termos uma vida longa na terra.
“Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se te multiplicarão os anos de vida” (Pv 4.10).
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
Matusalém viveu 969 anos. Filho de Enoque.
Adonai: Senhor
Provérbios 9.10 "O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência".

ADONAI: Senhor
ADONAI significa Senhor, com o sentido de dono, possuidor. É o Senhor dos senhores. Este nome nos ensina a reconhecer que Deus é o nosso dono, o nosso proprietário e temer a Deus como Senhor.
Gideão, numa época em que seu povo estava sofrendo ‘terrorismo’ e saques, orou a ADONAI e creu que EL-SHADAY podia ajudá-lo (Juízes 6.13-27). Por isso o Senhor lhe deu a vitória sobre seus inimigos que eram muito maiores que Ele (Juízes 8.7 e 23).
Quando Jesus foi proclamado pelos anjos, foi chamado de ADONAI: “Eis que vos trago boa nova de grande alegria, é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2.11).
Deus tem sido ADONAI em sua vida?
Aceite Jesus como Senhor!
Os atributos de Deus
Sl 139.7,8 “Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se
subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás
também”.
A Bíblia não procura comprovar que Deus existe. Em vez disso, ela declara
a sua existência e apresenta numerosos atributos seus. Muitos desses atributos são
exclusivos dEle, como Deus; outros existem em parte no ser humano, pelo fato de
ter sido criado à imagem de Deus.
ATRIBUTOS EXCLUSIVOS DE DEUS.
(1) Deus é onipresente — i.e., Ele está presente em todos os lugares a um
só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos, Deus está ali (Sl
139.7-12; cf. Jr 23.23,24; At 17.27,28); Deus observa tudo quanto fazemos.
(2) Deus é onisciente — i.e., Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5). Ele
conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios
pensamentos (1Sm 16.7; 1 Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10). Quando a Bíblia fala da
presciência de Deus (Is 42.9; At 2.23; 1Pe 1.2), significa que Ele conhece com
precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exequíveis,
reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados (1Sm 23.10-13; Jr 38.17-20). A
presciência de Deus não subentende determinismo filosófico. Deus é plenamente
soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história,
segundo sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, Deus não é limitado à
sua própria presciência (ver Nm 14.11-20; 2Rs 20.1-7; ver o estudo ELEIÇÃO E
PREDESTINAÇÃO).
(3) Deus é onipotente — i.e., Ele é o Todo-poderoso e detém a autoridade
total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas (Sl 147.13-18; Jr 32.17; Mt
19.26; Lc 1.37). Isso não quer dizer, jamais, que Deus empregue todo o seu poder e
autoridade em todos os momentos. Por exemplo, Deus tem poder para exterminar
totalmente o pecado, mas optou por não fazer assim até o final da história humana
(ver 1Jo 5.19 nota). Em muitos casos, Deus limita o seu poder, quando o emprega
através do seu povo (2Co 12.7-10); em casos assim, o seu poder depende do nosso
Paracletologia
A disciplina teológica que estuda sobre o Espírito Santo é “paracletologia”, termo extraído do
vocábulo grego parakletos e traduzido por “advogado”, termo este utilizado por Jesus para se referir a
vinda do “Consolador” (Jo 14.26), que significa “Alguém chamado para o lado de outro para o ajudar”
ou “Alguém que aparece em defesa de outra pessoa”, como faz um advogado que aparece ao lado de
alguém para defendê-lo perante um tribunal. Este termo foi o mesmo utilizado para referir-se a Cristo
como “Advogado” (1Jo 2.1), confirmando a expressão grega de Jo 14.16, cujo termo utilizado para
“outro consolador” é allos parakletos, que significa “outro do mesmo tipo” ou “outro da mesma espécie”
e não heteros, que significa “outro”, porém, de espécie diferente. Noutras palavras, o Espírito Santo
continuaria fazendo exatamente o que Cristo faria se continuasse aqui na terra. Aliás, Cristo continua
presente conosco todos os dias, por meio do Espírito Santo que nos foi enviado (Mt 28.20; Fp 1.19). O
vocábulo parakletos, utilizado por Jesus para se referir ao Espírito Santo, pode ser traduzido ainda
como: consolador, fortalecedor, conselheiro, socorro, advogado, companheiro, intercessor, ajudador,
aliado e amigo (Rm 8.26). A matéria teológica que estuda sobre o Espírito Santo é também conhecida
como “pneumatologia”, que provém do vocábulo grego pneuma, que significa “vento” ou “espírito”.
Prefiro, entretanto, o termo “paracletologia”.
Deus é amor
(2) Deus é amor (1Jo 4.8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro,
composto de humanidade pecadora (Jo 3.16; Rm 5.8). A manifestação principal
desse seu amor foi a de enviar seu único Filho, Jesus, para morrer em lugar dos
pecadores (1Jo 4.9,10). Além disso, Deus tem amor paternal especial àqueles que
estão reconciliados com Ele por meio de Jesus (ver Jo 16.27 nota).
(3) Deus é misericordioso e clemente (Êx 34.6; Dt 4.31; 2Cr 30.9; 'Sl 103.8;
145.8; Jl 2.13); Ele não extermina o ser humano conforme merecemos devido aos
nossos pecados (Sl 103.10), mas nos outorga o seu perdão como dom gratuito a ser
recebido pela fé em Jesus Cristo
(4) Deus é compassivo (2Rs 13.23; Sl 86.15; 111.4). Ser compassivo significa
sentir tristeza pelo sofrimento doutra pessoa, com desejo de ajudar. Deus, por sua
compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e salvação (cf. Sl 78.38).
Semelhantemente, Jesus, o Filho de Deus, demonstrou compaixão pelas multidões
ao pregar o evangelho aos pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vista aos
A palavra de Deus
Is 55.10,11 “Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus, e para lá não
tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao
semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela
não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para
que a enviei. ”
A NATUREZA DA PALAVRA DE DEUS. A expressão “a palavra de Deus” (também
“a palavra do Senhor”, ou simplesmente “a palavra”) possui várias aplicações na
Bíblia.
(1) Obviamente, refere-se, em primeiro lugar, a tudo quanto Deus tem falado
diretamente. Quando Deus falou a Adão e Eva (e.g., Gn 2.16,17; Gn 3.9-19), o que
Ele lhes disse era, de fato, a palavra de Deus. De modo semelhante, Ele se dirigiu a
Abraão (e.g., Gn 12.1-3), a Isaque (e.g., Gn 26.1-5), a Jacó (e.g., Gn 28.13-15) e a
Moisés (e.g., Êx 3–4). Deus também falou à totalidade da nação de Israel, no monte
Sinai, ao proclamar lhe os dez mandamentos (ver Êx 20.1-19). As palavras que os
israelitas ouviram eram palavras de Deus.
(2) Além da fala direta, Deus ainda falou através dos profetas (ver o estudo
sobre O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO). Quando eles se dirigiam ao povo de
Deus, assim introduziam as suas declarações: “Assim diz o Senhor”, ou “Veio a mim
a palavra do Senhor”. Quando, portanto, os israelitas ouviam as palavras do
profeta, ouviam, na verdade, a palavra de Deus.
(3) A mesma coisa pode ser dita a respeito do que os apóstolos falaram no NT.
Embora não introduzissem suas palavras com a expressão “assim diz o Senhor”, o
que falavam e proclamavam era, verdadeiramente, a palavra de Deus. O sermão
de Paulo ao povo de Antioquia da Pisídia (At 13.14-41), por exemplo, criou
tamanha comoção que, “no sábado seguinte, ajuntou-se quase toda a cidade a
ouvir a palavra de Deus” (At 13.44). O próprio Paulo assegurou aos tessalonicenses
que, “havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não
como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de Deus” (1Ts
2.13; cf. At 8.25).
(4) Além disso, tudo quanto Jesus falava era palavra de Deus, pois Ele, antes
de tudo, é Deus (Jo 1.1,18; 10.30; 1Jo 5.20).
Lucas, escritor do terceiro evangelho, declara explicitamente que, quando as
pessoas ouviam a Jesus, ouviam na verdade a palavra de Deus (Lc 5.1). Note como,
em contraste com os profetas do AT, Jesus introduzia seus ditos: Eu “vos digo...
(e.g., Mt 5.18,20,22,23,32,39; 11.22,24; Mc 9.1; 10.15; Lc 10.12; 12.4; Jo 5.19; 6.26;
8.34). Noutras palavras, Ele tinha dentro de si mesmo a autoridade divina para falar
a palavra de Deus. É tão importante ouvir as palavras de Jesus, pois “quem ouve a
minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em
condenação” (Jo 5.24). Jesus, na realidade, está tão estreitamente identificado com
a palavra de Deus que é chamado “o Verbo” [“a Palavra”] (Jo 1.1,14; 1Jo 1.1; Ap
19.13-16; ver Jo 1.1 nota). (5) A palavra de Deus é o registro do que os profetas,
apóstolos e Jesus falaram, i.e., a própria Bíblia. No NT, quer um escritor usasse a
expressão “Moisés disse”, “Davi disse”, “o Espírito Santo diz”, ou “Deus diz”,
nenhuma diferença fazia (ver At 3.22; Rm 10.5,19; Hb 3.7; 4.7); pois o que estava
escrito na Bíblia era, sem dúvida alguma, a palavra de Deus (ver o estudo A
INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS). (6) Mesmo não estando no
mesmo nível das Escrituras, a proclamação feita pelos autênticos pregadores ou
profetas, na igreja de hoje, pode ser chamada a palavra de Deus. (a) Pedro indicou
que, a palavra que seus leitores recebiam mediante a pregação, era palavra de
Deus (1Pe 1.25), e Paulo mandou Timóteo “pregar a Palavra” (2Tm 4.2). A
pregação, porém, não pode existir independentemente da Palavra de Deus. Na
realidade, o teste para se determinar se a palavra de Deus está sendo proclamada
num sermão, ou mensagem, é se ela corresponde exatamente à Palavra de Deus
escrita (ver o estudo FALSOS MESTRES). (b) O que se diz de uma pessoa que recebe
uma profecia, ou revelação, no âmbito do culto de adoração (1Co 14.26-32)? Ela
está recebendo, ou não, a palavra de Deus? A resposta é um “sim”. Paulo assevera
que semelhantes mensagens estão sujeitas à avaliação por outros profetas.
Todavia, há a possibilidade de tais profecias não serem palavra de Deus (ver 1Co
14.29 nota). É somente em sentido secundário que os profetas, hoje, falam sob a
inspiração do Espírito Santo; sua revelação jamais deve ser elevada à categoria da
inerrância (ver 1Co 14.31 nota; ver os estudos DONS ESPIRITUAIS PARA O CRENTE
e DONS MINISTERIAIS PARA A IGREJA).
O PODER DA PALAVRA DE DEUS. A palavra de Deus permanece firme nos céus
(Sl 119.89; Is 40.8; 1Pe 1.24,25). Não é, porém, estática; é dinâmica e poderosa (cf.
Hb 4.12), pois realiza grandes coisas (55.11).
(1) A palavra de Deus é criadora. Segundo a narrativa da criação, as coisas
vieram a existir à medida que Deus falava a sua palavra (e.g., Gn 1.3,4,6,7,9). Tal
fato é resumido pelo salmista: “Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus” (Sl
33.6, 9); e pelo escritor aos Hebreus: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela
palavra de Deus, foram criados” (Hb 11.3; cf. 2Pe 3.5). De conformidade com João,
a Palavra que Deus usou para criar todas as coisas foi Jesus Cristo (Jo 1.1-3;
O coração regenerado
A solução de Deus para o coração pecaminoso
é a regeneração, que tem lugar em todo aquele que se arrepende dos seus pecados,
volta-se para Deus, e pela fé aceita a Jesus como seu Salvador e Senhor pessoal.
A regeneração está ligada ao coração. Aquele que, de todo o coração,
se arrepende e confessa que Jesus é Senhor (Rm 10.9), nasce de novo e recebe da
parte de Deus um coração novo (cf. Sl 51.10; Ez 11.19).
(2) No coração daquele que experimenta o nascimento espiritual, Deus cria
o desejo de amá-lo e de obedecê-lo (ver o estudo A REGENERAÇÃO). Repetidas
vezes, Deus realça diante do seu povo a necessidade do amor que provém do
coração (ver Dt 4.29 nota; 6.6 nota). Tal amor e dedicação a Deus não podem estar
separados da obediência à sua lei (cf. Sl 119.34,69,112). Jesus ensinou que o amor
a Deus, de todo o coração, juntamente com o amor ao próximo, resume toda a lei
de Deus (Mt 22.37-40).
(3) O amor de todo o coração é o elemento essencial a uma vida de
obediência. Repetidas vezes, o povo de Deus, no passado, procurou substituir o
verdadeiro amor do coração pela observação de formalidades religiosas exteriores
(tais como festas, ofertas e sacrifícios; ver Is 1.10-17; Nm 5.21-26; Dt 10.12 nota).
A observância exterior sem o desejo interior de servir a Deus é hipocrisia, e foi
severamente condenada por nosso Senhor (ver Mt 23.13-28; ver Lc 21.1-4 nota).
(4) Muitos outros fatos espirituais têm lugar no coração da pessoa
regenerada. Ela louva a Deus de todo o coração (Sl 9.1), medita no coração (Sl
19.14), clama a Deus do coração (Sl 84.2), busca a Deus de todo o coração (Sl 119.2,
10), oculta a Palavra de Deus no seu coração (Sl 119.11; ver Dt 6.6 nota), confia no
Senhor de todo o coração (3.5), experimenta o amor de Deus derramado em seu
coração (Rm 5.5) e canta a Deus no seu coração (Ef 5.19; Cl 3.16).
O coração
Pv 4.23 “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque
dele procedem as saídas da vida.”
DEFINIÇÃO DE CORAÇÃO. O povo da atualidade geralmente considera que
o cérebro é o centro diretor da atividade humana. A Bíblia, no entanto, refere-se
ao coração como esse centro; “dele procedem as saídas da vida” (4.23; cf. Lc 6.45).
Biblicamente, o coração pode ser considerado como algo que abarca a totalidade
do nosso intelecto, emoção e volição (ver Mc 7.20-23 nota).
(1) O coração é o centro do intelecto. As pessoas sabem as coisas em seus
corações (Dt 8.5), oram no coração (1Sm 1.12,13), meditam no coração (Sl 19.14),
escondem a Palavra de Deus no coração (Sl 119.11), maquinam males no coração
(Sl 140.2), guardam as palavras da sabedoria no coração (4.21), pensam no coração
(Mc 2.8), duvidam no coração (Mc 11.23), conferem as coisas no coração (Lc 2.19),
creem no coração (Rm 10.9) e cantam no coração (Ef 5.19). Todas essas ações do
coração são primordialmente fatos a envolver a mente.
(2) O coração é o centro das emoções. A Bíblia fala a respeito do coração
alegre (Êx 4.14), do coração amoroso (Dt 6.5), do coração medroso (Js 5.1), do
coração corajoso (Sl 27.14), do coração arrependido (Sl 51.17), do coração ansioso
(12.25), do coração irado (19.3), do coração avivado (Is 57.15), do coração
angustiado (Jr 4.19; Rm 9.2), do coração gozoso (Jr 15.16), do coração pesaroso (Lm
2.18), do coração humilde (Mt 11.29), do coração ardente pela Palavra do Senhor
(Lc 24.32) e do coração perturbado (Jo 14.1).Todas essas atitudes do coração são,
antes de tudo, de natureza emocional.
(3) Por fim, o coração é o centro da vontade humana. Lemos nas Escrituras
a respeito do coração endurecido que se recusa a fazer o que Deus ordena (Êx 4.21),
do coração submisso a Deus (Js 24.23), do coração que decide fazer algo para Deus
(2Cr 6.7), do coração que se dedica a buscar o Senhor (1Cr 22.19), do coração que
deseja receber as bênçãos do Senhor (Sl 21.1-3), do coração inclinado aos estatutos
de Deus (Sl 119.36) e do coração que deseja fazer algo pelos outros (Rm 10.1).
Todas essas atividades ocorrem na vontade humana.
A NATUREZA DO CORAÇÃO DISTANTE DE DEUS. Quando Adão e Eva deram
ouvidos à tentação da serpente para que comessem da árvore do conhecimento
do bem e do mal, sua decisão afetou horrivelmente o coração humano, o qual ficou
repleto de maldade. Desde então, segundo o testemunho de Jeremias: “Enganoso
é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? ” (Jr 17.9).
Jesus confirmou a descrição de Jeremias, quando disse que o que
contamina uma pessoa diante de Deus não é o descumprimento de uma lei
cerimonial, mas, sim, a obediência às inclinações malignas alojadas no coração tais
como “os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os
furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a
soberba, a loucura” (Mc 7.21,22). Jesus expôs a gravidade do pecado no coração
ao declarar que o pecado da ira é igual ao assassinato (Mt 5.21,22), e que o pecado
da concupiscência é tão grave como o próprio adultério (Mt 5.27,28; ver Êx 20.14
nota; Mt 5.28 nota).
Um coração entregue à prática da iniquidade corre o grave risco de tornarse endurecido. Quem se recusa continuamente a ouvir a palavra de Deus e a
obedecer ao que Deus ordena e, em vez disso, segue os desejos pecaminosos do
seu coração, verá que, depois, Deus endurecerá seu coração de tal modo que se
tornará insensível para com a Palavra de Deus e os apelos do Espírito Santo (ver Êx
7.3 nota; Hb 3.8 nota). O principal exemplo bíblico desse fato é o coração de Faraó,
na ocasião do êxodo (ver Êx 7.3, 13, 22-23; 8.15, 32; 9.12; 10.1; 11.10; 14.17). Paulo
viu o mesmo princípio geral em ação na sociedade ímpia da presente era (cf. Rm
1.24,26,28) e predisse que também ocorreria o mesmo fato nos dias do anticristo
(2Ts 2.11,12). O livro aos Hebreus contém muitas advertências ao crente, no para
que não endureça o seu coração (e.g., Hb