quinta-feira, 19 de julho de 2018

A linguagem

Marcos 4.33, 34 “E com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes. E sem parábolas não lhes falava; tudo, porém, explicava em particular aos seus próprios discípulos”. Jesus comunicava a língua do povo do jeito que o povo entendia. Com clareza, exemplos, histórias e contos de seu cotidiano. Isso abria o entendimento dos ouvintes. De nada adiantaria falar a verdade se as pessoas não a entendessem. A igreja precisa aprender a comunicar o evangelho de forma atualizada e simples para seu público alvo. O momento histórico que Jesus se manifestou determinou muito de suas ações e reações porque ele não ignorou o que acontecia ao seu redor. Percebia o império, Cézar, as festas, o movimento de João na beira do rio, a pobreza do povo, a riqueza dos sacerdotes, as crianças, as mulheres, os doentes, os vendedores no templo, os pescadores, a figueira estéril á beira do caminho, a falta de vinho na festa, a falta de pão no deserto, as pedras da construção do templo... Parece que antes de pregar ele olhava ao redor e depois falava. A igreja na América latina hoje precisa aprender a fazer isso. Ver o que acontece ao seu redor e pregar a verdade de Deus para todos que a cercam. O contexto determina o conteúdo. Se o aluno chega à escola com fome é preciso primeiro dar o alimento. As questões do dia a dia precisam ser tratadas. A igreja precisa ler e ensinar a Bíblia motivada pelos desafios que a cercam. Se a igreja não contextualizar sua mensagem, não conseguirá ser entendida pelo povo que a ouve. O ensino exige linguagem adequada!

Nenhum comentário:

Postar um comentário