Quando Isaías falou da vinda
de Jesus Cristo, profetizou que nEle seria revelada a glória de Deus para que toda
a raça humana a visse (ver Is 40.5). Tanto João (Jo 1.14) como o escritor aos Hebreus
(Hb 1.3) testificam que Jesus Cristo cumpriu essa profecia. A glória de Cristo era a
mesma glória que Ele tinha com seu Pai antes que houvesse mundo (Jo 1.14; 17.5).
A glória do seu ministério ultrapassou em muito a glória do ministério do AT (2Co
3.7-11). Paulo chama Jesus “o Senhor da glória” (1Co 2.8), e Tiago o chama “nosso
Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória” (Tg 2.1).
Repetidas vezes, o NT refere-se ao vínculo entre Jesus Cristo e a glória de Deus.
Seus milagres revelavam a sua glória (Jo 2.11; 11.40-44). Cristo transfigurou-se em
meio a “uma nuvem luminosa” (Mt 17.5), onde Ele recebeu glória (cf. 2Pe 1.16-19).
A hora da sua morte foi a hora da sua glorificação (Jo 12.23,24; cf. 17.4,5). Subiu ao
céu em glória (cf. At 1.9; 1Tm 3.16), agora está exaltado em glória (Ap 5.12,13), e
um dia voltará “sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mt 24.30; cf.
25.31; Mc 14.62; 1Ts 4.17).
A GLÓRIA DE DEUS NA VIDA DO CRENTE. Como a glória de Deus relaciona-se
ao crente pessoalmente?
(1) Concernente à glória celestial e majestosa de Deus, é bem verdade que
ninguém pode contemplar essa glória e sobreviver. Sabemos que ela existe, mas
não a vemos. Deus habita em luz e glória inacessíveis, que nenhum ser humano
pode vê-lo face a face (1Tm 6.16).
(2) A glória shekinah de Deus, no entanto, era conhecida do seu povo nos
tempos bíblicos. No decurso da história, até o presente, sabe-se de crentes que
tiveram visões de Deus, semelhantes às de Isaías (Is 6) e Ezequiel (Ez 1), embora
isso não fosse comum naqueles tempos, nem agora. A experiência da glória de
Deus, no entanto, é algo que todos os crentes terão na consumação da salvação,
quando virmos a Jesus face a face. Seremos levados à presença gloriosa de Deus
(Hb 2.10; 1Pe 5.10; Jd 24), compartilharemos da glória de Cristo (Rm 8.17,18) e
receberemos uma coroa de glória (1Pe 5.4). Até mesmo o nosso corpo ressurreto
terá a glória do Cristo ressuscitado (1Co 15.42,43; Fp 3.21).(3) De um modo mais
direto, o crente sincero experimenta a presença espiritual de Deus. O Espírito Santo
nos aproxima da presença de Deus e do Senhor Jesus (2Co 3.17; 1Pe 4.14). Quando
o Espírito opera poderosamente na igreja, através das suas manifestações
sobrenaturais (1Co 12.1-12), o crente experimenta a glória de Deus no seu meio,
i.e., um sentimento da majestosa presença de Deus, semelhante ao que sentiram
os pastores nos campos de Belém quando nasceu o Salvador (Lc 2.8-20).
(4) O crente que abandona o pecado e que repudia a idolatria pode ser cheio da
glória de Cristo (ver Jo 17.22 nota), bem como do Espírito da glória (1Pe 4.14); na
realidade, uma das razões de Jesus vir ao mundo foi para encher de glória os
crentes (Lc 2.29-32). Como salvos por Cristo Jesus, devemos viver a nossa vida
inteira para a glória de Deus, a fim de que Ele seja glorificado em nós (Jo 17.10; 1Co
10.31; 2Co 3.18).
segunda-feira, 29 de novembro de 2021
A Glória de Deus revelada em Jesus Cristo
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