terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Pode ser exemplo.

conforme os padrões bíblicos. O pastor deve ser alguém cuja fidelidade a Cristo
pode ser tomada como padrão ou exemplo (cf. 1Co 11.1; Fp 3.17; 1Ts 1.6; 2Ts 3.7,9;
2Tm 1.13).
(3) O Espírito Santo acentua grandemente a liderança do crente no lar, no
casamento e na família (3.2,4,5; Tt 1.6). Isto é: o obreiro deve ser um exemplo para
a família de Deus, especialmente na sua fidelidade à esposa e aos filhos. Se aqui
ele falhar, como “terá cuidado da igreja de Deus?” (3.5). Ele deve ser “marido de
uma [só] mulher” (3.2). Esta expressão denota que o candidato ao ministério
pastoral deve ser um crente que foi sempre fiel à sua esposa. A tradução literal do
grego em 3.2 (mias gunaikos, um genitivo atributivo) é “homem de uma única
mulher”, i.e., um marido sempre fiel à sua esposa.
(4) Consequentemente, quem na igreja comete graves pecados morais,
desqualifica-se para o exercício pastoral e para qualquer posição de liderança na
igreja local (cf. 3.8-12). Tais pessoas podem ser plenamente perdoadas pela graça
de Deus, mas perderam a condição de servir como exemplo de perseverança
inabalável na fé, no amor e na pureza (4.11-16; Tt 1.9). Já no AT, Deus
expressamente requereu que os dirigentes do seu povo fossem homens de
elevados padrões morais e espirituais. Se falhassem, seriam substituídos (ver Gn
49.4 nota; Lv 10.2 nota; 21.7,17 notas; Nm 20.12 nota; 1Sm 2.23 nota; Jr 23.14 nota;
29.23 nota).
(5) A Palavra de Deus declara a respeito do crente que venha a adulterar que “o
seu opróbrio nunca se apagará” (Pv 6.32,33). Isto é, sua vergonha não
desaparecerá. Isso não significa que nem Deus nem a igreja perdoará tal pessoa.
Deus realmente perdoa qualquer pecado enumerado em 3.1-13, se houver tristeza
segundo Deus e arrependimento por parte da pessoa que cometeu tal pecado. O
que o Espírito Santo está declarando, porém, é que há certos pecados que são tão
graves que a vergonha e a ignomínia (i.e., o opróbrio) daquele pecado
permanecerão com o indivíduo mesmo depois do perdão (cf. 2Sm 12.9-14).
(6) Mas o que dizer do rei Davi? Sua continuação como rei de Israel, a despeito do
seu pecado de adultério e de homicídio (2Sm 11.1-21; 12.9-15) é vista por alguns
como uma justificativa bíblica para a pessoa continuar à frente da igreja de Deus,
mesmo tendo violado os padrões já mencionados. Essa comparação, no entanto, é
falha por vários motivos.
(a) O cargo de rei de Israel do AT, e o cargo de ministro espiritual da igreja de Jesus
Cristo, segundo o NT, são duas coisas inteiramente diferentes. Deus não somente
permitiu a Davi, mas, também a muitos outros reis que foram extremamente
ímpios e perversos, permanecerem como reis da nação de Israel. A liderança
espiritual da igreja do NT, sendo esta comprada com o sangue de Jesus Cristo,
requer padrões espirituais muito mais altos.
(b) Segundo a revelação divina no NT e os padrões do ministério ali exigidos, Davi
não teria as qualificações para o cargo de pastor de uma igreja do NT. Ele teve
diversas esposas, praticou infidelidade conjugal, falhou grandemente no governo

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