A Bíblia afirma, de forma categórica, em suas páginas: “Há um só Deus” (1Co 8.6; Ef 4.6). Entretanto,
esse Deus único se manifesta em três pessoas divinas: O Deus Pai, o Deus Filho e o Deus Espírito Santo
(Mt 28.19). A palavra “Trindade” não se encontra na Bíblia, mas foi primeiramente empregada por
Tertuliano, um dos mais importantes teólogos do período Patrístico, para descrever o que as Escrituras
ensinam sobre a natureza do Deus trino. A Bíblia afirma que o único Deus verdadeiro existe como uma
Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Estas três pessoas, que formam uma única divindade, são
distinguíveis uma da outra na mesma natureza, na mesma essência, e se relacionam entre si numa
comunhão ininterrupta. A Trindade é uma comunhão eterna que já existia muito antes de todas as coisas,
portanto, não é uma invenção de Tertuliano; ele apenas usou pela primeira vez o termo “Trindade”.
A doutrina da Trindade existe para descrever a plenitude da divindade, que se fundamenta na tríplice
manifestação de Deus, nos eventos narrados no Antigo e Novo Testamento. Desde a criação observamos
alguns verbos e pronomes que se referem a mais de uma pessoa: (1) na criação do homem: “Façamos o
homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1.26); (2) na confusão das línguas: “Eia,
desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro” (Gn 11.7); (3) na
visão de Isaías, quando do seu chamamento, lemos que Deus perguntou: “A quem enviarei, e quem há de
ir por nós?” Estas citações no Antigo Testamento definem mais de uma pessoa na Trindade presente em
ação.
No Novo Testamento, a doutrina da Trindade é claramente explícita nas seguintes ocasiões: (1) a
tríplice manifestação divina é evidenciada por ocasião do batismo de Jesus (Mt 3.16-17); (2) pela
menção das Três Pessoas da Trindade na grande ordenança de Jesus acerca do batismo dos salvos
(Mt 28.19); (3) na referência das Três Pessoas da Trindade na bênção apostólica (2Co 13.13) e (4) pela
menção das Três Pessoas divinas nos ensinos de Cristo e Paulo em várias outras passagens do Novo
Testamento, que revelam claramente a doutrina da Trindade.
A santíssima Trindade não é três deuses como ensina a teoria conhecida como “triteísmo”. A Trindade
não é três manifestações de uma só pessoa como ensina a teoria conhecida como “sabelianismo”. A
Trindade também não é três elementos essenciais de um Deus como ensina a teoria conhecida como
“swedenborgianismo”. Entretanto qual é a teoria correta que define a Trindade? O Credo Atanasiano
define muito bem a santíssima Trindade dizendo: “Adoramos um só Deus em Trindade e uma Trindade
em unidade, não confundindo as pessoas e nem dividindo a substância”. A Trindade, portanto, são três
pessoas eternamente “interconstituídas”, inter-relacionadas, “interexistentes” e inseparáveis dentro de um
único ser e de uma única substância ou essência.
Em 1Co 12.4-6, Paulo distingue de forma clara as três pessoas da Trindade, dizendo: “Ora, há
diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o
mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos”.
Em Ef 4.4-6, Paulo ainda reforça o argumento, dizendo: “Há um só corpo e um só Espírito, como
também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só
batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos”.
CONCLUSÃO
Em Jo 17.3, o Senhor Jesus Cristo nos deu o resumo de toda a teologia cristã, dizendo: “E a vida
eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.
domingo, 8 de dezembro de 2019
A Trindade
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