domingo, 8 de dezembro de 2019

Os atributos Morais de Deus

Os atributos morais de Deus são: santidade, retidão, justiça, amor, misericórdia e graça.
SANTIDADE: A santidade de Deus é seu atributo mais exaltado e destacado, pois expressa a
majestade de sua natureza e caráter moral. A santidade de Deus poderia se chamar também de “atributo
moral enfático de Deus”. A Bíblia descreve como Deus é incomparável em santidade, dizendo: “Não há
santo como o SENHOR; porque não há outro além de ti; e Rocha não há, nenhuma, como o nosso Deus”
(1Sm 2.3). Os seres viventes proclamam dia e noite a santidade de Deus, dizendo: “Santo, Santo, Santo é
o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir” (Ap 4.8). Os serafins também
fazem isso, dizendo: “Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”
(Is 6.3).
RETIDÃO: A retidão de Deus é a imposição de leis e exigências retas, podendo ser chamada de
“santidade legislativa”. Nesse atributo vemos revelado o empenho de Deus pela santidade que sempre o
impele a fazer e a exigir o que é reto (Sl 145.17; 116.5). Todos os requisitos exigidos por Deus aos
homens são absolutamente retos em seu caráter. Davi escreveu sobre a retidão de Deus, dizendo: “Bom e
reto é o SENHOR; pelo que ensinará o caminho aos pecadores” (Sl 25.8).
JUSTIÇA: A justiça de Deus é a execução das penalidades impostas por suas leis; essa pode ser
chamada de “santidade judicial”. Nesse atributo vemos revelado seu ódio contra o pecado, uma
indignação tal que, livre de toda paixão ou capricho, sempre o impele a ser justo e a exigir o que é justo
(Sf 3.5; Dt 32.4). Todos os tratos de Deus com os homens se baseiam na justiça absoluta. A Bíblia fala da
retidão e justiça de Deus, dizendo: “Ele mesmo julgará o mundo com justiça; julgará os povos com
retidão” (Sl 9.8).
AMOR: O amor é aquele atributo de Deus pelo qual ele se inclina a buscar os melhores interesses de
suas criaturas (Jo 3.16; Mt 5.44-45). O cristianismo é realmente a única religião que exibe o ser supremo
como amor (1Jo 4.8). Os deuses dos pagãos são irascíveis e odiosos, que necessitam ser constantemente
apaziguados. Não é assim o nosso Deus. Seu amor, qual ponte, transpõe o abismo do tempo. Permanece
firme sob as mais pesadas pressões. As pressões e o peso do pecado do homem não têm quebrado a
ponte do amor, que se reflete na longanimidade de Deus. Paulo escreveu sobre a demonstração prática do
amor de Deus pelos pecadores, dizendo: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo
morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
MISERICÓRDIA: A misericórdia de Deus é aquele princípio e qualidade que descreve sua
disposição e ação em relação aos pecaminosos e sofredores, sustando penalidades merecidas e aliviando
os angustiados. A Bíblia fala da eternidade da misericórdia de Deus, dizendo: “Mas a misericórdia do
SENHOR é de eternidade a eternidade, sobre aqueles que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos
filhos” (Sl 103.17). Com base nisso, o profeta Jeremias descreve a infinita misericórdia do Senhor,
dizendo: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos; porque as suas
misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade” (Lm 3.22-23).
GRAÇA: A graça de Deus é seu favor não merecido, contrário ao merecimento, mediante o qual a
penalidade merecida e consequente é suspensa e todas as bênçãos positivas são concedidas ao crente
arrependido. O salmista Davi descreveu tão bem a plenitude da graça de Deus, dizendo: “Mas tu, Senhor,
és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, e sofredor, e grande em benignidade e em verdade”
(Sl 86.15). O apóstolo Paulo também escreveu sobre a extensão da graça de Deus, dizendo: “Porque a
graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2.11).

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